02 maio 2008

Tiepolo


no MNAA a partir de 17 de Maio.

é o seu 'A Deposição no Túmulo', adquirido pelo Estado a um particular em Portugal após 'lobbying' do grupo de amigos do Museu Nacional de Arte Antiga e vai ser apresentado no dia 16 à tarde, e no dia dos Museus, 18 de Maio, já todos poderão vê-lo.

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'Hot Clube'

27 fevereiro 2008

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22 fevereiro 2008

Lux

- depois de um jantar cedo, chegar cedo para evitar filas e sair cedo para aproveitar o dia seguinte;

- chegada ao Lux às 00.33;

- entrada sem clientes, bloqueada por dois (in)seguranças de ar sinistro, mais tarde acompanhados por uma loira também à porta do Lux mas claramente com ideia de estar em StTropez ou de ser minimamente interessante: dizem para esperar até à meia noite (sim, chegámos às 00.03);

- o mesmo acontece a outros clientes prospectivos... com o Lux vazio no interior, vai-se formando uma (pseudo) fila no exterior até às 00.15 ou 00.20.

Entramos pelas 00.30, ou melhor passamos por um detector de metais que não funciona e uma (in)segurança de meio metro e certo bigode, provavelmente ex-circo Chen;

- etc etc etc

Sair em Lisboa é, essencialmente, entrar num freak show pagando preço de ópera e sem direito a lugar sentado nem música dançável, nem caras giras, e um aroma a tabaco manhoso e papel queimado.

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23 novembro 2007

Aeroporto para quê?

Além de beneficiar construtores e imobiliárias?



Já chamámos aqui, aqui e aqui a atenção para a existência de slots livres -- os blocos de chegadas e partidas de aviões -- na Portela e portanto para o facto de o aeroporto de Lisboa [sobretudo das constantes obras que tem tido desde que foi aberto em 1947] não estar acima da sua capacidade [e até podia ter mais, se as pistas não fossem cruzadas, caso em que as descolagens em simultâneo seriam possíveis, e se houvesse concorrência livre entre operadoras aéreas, em particular se as novas companhias aéreas não fossem discriminadas].

A Comissão Europeia veio dizer algo semelhante, e sobre quase todos os aeroportos.

Em 15.11.2oo7 a Comissão adoptou uma Comunicação sobre a aplicação do já existente Regulamento Comunitário sobre Slots. A ler. E a comparar.


ver

Communication on the application of Regulation (EC) 793/2004 on common rules for the allocation of slots at Community airports


Press release (IP/2007/1703) Airport slot allocation: for a better use of scarce airport capacity in Europe

Council Regulation (EEC) 95/93

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18 novembro 2007

Lisboa não sejas...


'Não namores os franceses
Menina, Lisboa,
Portugal é meigo às vezes
Mas certas coisas não perdoa
Vê-te bem no espelho
Desse honrado velho
Que o seu belo exemplo atrai
Vai, segue o seu leal conselho
Não dês desgostos ao teu pai

Lisboa não sejas francesa
Com toda a certeza
Não vais ser feliz
Lisboa, que ideia daninha
Vaidosa, alfacinha,
Casar com Paris
Lisboa, tens cá namorados
Que dizem, coitados,
Com as almas na voz
Lisboa, não sejas francesa
Tu és portuguesa
Tu és só pra nós


Tens amor às lindas fardas
Menina, Lisboa,
Vê lá bem pra quem te guardas
Donzela sem recato, enjoa
Tens aí tenentes,
Bravos e valentes,
Nados e criados cá,
Vá, tenha modos mais decentes
Menina caprichosa e má

Lisboa não sejas francesa'

[O Francesa seria, hoje, Americana ou Chinesa... mas o bold com interpretação actualista e não xenófoba, s.f.f.]

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31 outubro 2007

Sócrates no Euronews

e em grande [!] e o MNE pendurado:

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11 outubro 2007

Aeroporto de Lisboa em pausa.


Sempre que passo pelo aeroporto de Lisboa, lá apanho com o cartaz horroroso a dizer 'La Pausa', um café qualquer daquele aeroporto.

Já bastava ter a feira da Andaluzia no parque Eduardo VII, em cima do Marquês de Pombal, centro da capital e Portugal, a fazer propaganda turística a Espanha e, basicamente, a mandar portugueses e turistas para Espanha. Percebe-se do ponto de vista espanhol, país com o qual tenho óptima relação [tendo até feito parte de programas de cooperação entre os dois países]. Mas do ponto de vista português, não só dada a história mas sobretudo a concorrência turística portuguesa com Espanha e a ideia, que muitas vezes passa em muitos países, que Portugal é parte de Espanha, ou algo do género, fazer publicidade à 'Andalucía' no Marquês de Pombal [e não sequer a Espanha no seu todo] parece ridículo. E nem iremos falar do facto de a residência do embaixador de Espanha em Lisboa ser um antigo palácio real [ainda que dos 'ilegítimos'].

Voltemos ao 'La Pausa': simplesmente isto -- nome bem estúpido [não vejo outra configuração menos deselegante, pois a ideia e o café nada de elegante têm] para um café em Portugal, de um aeroporto português e não espanhol, argentino, mexicano, peruano, guatemalteco ou outra coisa do género. Não há problema nenhum em haver cafés espanhóis. Mas há problema quando se dá um nome espanhol a um café português de um aeroporto português, que deve ser, à sua medida, um estabelecimento que mereça alguma atenção do ponto de vista da imagem / diplomacia. A imagem do país está em jogo. E, no limite, a sua independência. Ou a queremos, ou não. É por desprezo a estes detalhes que continua tudo na mesma desde os descobrimentos. Perdão: está pior.

imagem: metro de lisboa [os governos insistem em TGV, estádios e até aeroportos, mas não souberam em décadas ter uma estação de metro no aeroporto. Serão todos filhos de taxistas?]

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18 setembro 2007

DJs no Museu do Chiado


MUSEU CÓSMICO

DJ SET DE RUI MIGUEL ABREU

convidados
JOSÉ BELO (Bloop:Recordings)
MIKE STELLAR (Journeys)

vídeo
ZEKAN

23 Setembro. Domingo. 16:00 às... 19:00 h [!!!]
Entrada livre


MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA
Museu do Chiado
Rua Serpa Pinto, 4
1200-444 Lisboa
Tel. + 351 213 432 148 | Fax + 351 213 432 151
mchiado@ipmuseus.pt

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05 setembro 2007

Polícia portuguesa no 'Parque das Nações'

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29 agosto 2007

'Museu Berardo' traz o playboy de subúrbio aos museus.


Como sempre, deixei a poeira assentar [neste caso não demasiado, porque não me admira que a poeira voe em breve] e visitei o 'Museu Berardo', que aloja obras do homem sobre o qual mais se fala em Portugal, seja pelo BCP, pelo Benfica, pelo Museu, ou simplesmente porque não pára de aparecer na imprensa, em estilo readymade.

O CCB, aka 'Centro Cultural Berardo', para alguns 'centro comercial', trouxe uma novo cenário para os museus em Portugal.

Acabou a ideia de sossego associada a um vigilante de museu: agora, o CCB está em estado de sítio -- os visitantes não ligam nenhuma às linhas que no chão indicam a distância a ter das obras, urram de um lado para o outro das galerias, ouvem-se crianças a chorar, ou a correr, ou a mexer nas obras. Ou a arrastar-se pelo chão, o que vendo bem, até pode ajudar a quem iria limpar o pó. Só faltavam pitbulls e um chuning.

Mas o público do CCB não ficou maluco. O que acontece é que a fauna que por lá se vê, para citar uma amiga minha, não é nada do que se vê normalmente num museu. Quem ia, deixou de ir. Quem vai, estava normalmente num qualquer subúrbio.

Berardo deve pois estar satisfeito: o objectivo de trazer o 'povo' ao museu fica cumprido, pelo menos até ao fim do ano, porque a entrada é grátis.

O que achei adorável é que, como disse um amigo meu, 'esta gante nem olha para os quadros, tão preocupada está em tirar uma boa foto'. Outra amiga dizia que havia pessoas a cheirar a vinho [coisa que não confirmei, embora visse narizes encarnados em velhinhos de boné não muito diferentes daqueles que vieram de Cabeceiras de Basto aplaudir António Costa no Altis, após as eleições para a CML, sem saberem bem do que -- e de quem -- se tratava].

O museu deixou de ser um local de contemplação de arte para ser um local de turismo, onde se tira uma foto para por no screensaver do PC umas semanas, ou num álbum, ou num folder perdido no computador, ou colado ao frigorífico.

A experiència não é ver arte: é tirar umas fotos. E depois olhar para elas.

Mas o que é mesmo impressionante neste Museu Berardo é, e ainda no domínio da sociologia, que as fotos não são das obras em si, mas das pessoas que visitam o museu. Fotos dos filhos desdentados a dizer adeus ao lado de umas latas de Campbell soup, ou do pai trintão e de barba por fazer ao lado de um David Hockney.

Ou até de toda a família [chamaram-me a atenção quando ouvi o bip-bip-bip do temporizador da máquina], colocando um a camera e correndo todos para o pé de um quadro qualquer a dizer adeus ou a fazer caretas, ou a fingir que seguram um quadro, ou que são eles próprios parte do quadro.

Essencialmente, os portugueses deram função ao Museu Berardo: substituir a extinta Feira Popular.

Não digo que não; pelo menos quando passar ao lado o edifício não me faz tanta impressão. Mas também eu não ia ao Campo Grande...

O que gostei? O logotipo da Fundação Berardo, embora demasiado semelhante aos símbolos da Bentley e da Breitling.

E 3 quadros:

Jan ARP [c.1926], sem título

Pablo PICASSO [1947]Femme au Fauteil

Raymond HAINS [1970] Seita


Assinalei outras 23 obras como de boa qualidade, mas estas 3 eram as que correspondiam ao meu gosto estético.

Na próxima semana publico as conclusões que tirei da leitura dos estatutos da Fundação, que acabam por ser 'o' documento para avaliar o 'negócio' entre Berardo e o Governo, que tanto se discutiu há uns tempos, mas creio que sem grande substância e nenhumas conclusões úteis. Abaixo seguem os devidos links.


Colecção Berardo

Berardo Collections

Museu Colecção Berardo

Decreto-Lei que constitui a Fundação Berardo

Nota Informativa da Presidência da República a propósito do decreto-lei de criação da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Colecção Berardo

PS - porque é que o PIN oferecido, em forma de coração, diz 'Art for Life' e não algo em português?

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15 agosto 2007

Afinal nao e preciso aeroporto nenhum.


Esta e a conclusao que se tira do documento que anda a circular por e.mail e que desenvolve as tabelas de slots vagos apresentadas pelo candidato do MPT a Camara de Lisboa no debate na SIC Noticias, que juntou todos os candidatos.

De acordo com os mapas de slots, o aeroporto de Lisboa parece ter imenso espaco para aterragens e partidas.

Nao deixa de ser um dado muito interessante [para nao dizer aliviante] num momento em que a politica nacional se baseia na logica do corte financeiro e do sacrificio e em que os proprios autores da 'teoria da crise' sao os que mais gastam, e mal, seja em aeroportos seja em estadios ou em TGVs que param nas aldeias todas.

Esta semana discute-se em Londres uma terceira pista para Heathrow e um quinto terminal. Em Lisboa acaba de inaugurar-se um...

Links >

O que diz o e.mail

O que diz o MPT

O que diz a imprensa


O que diz o Engenheiro Socrates

As perolas que ficaram para a historia:

'Um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada? Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação internacional, desliga o norte do sul do país'.

Almeida Santos, dirigente do PS e ex-Presidente da AR, citado pelo Publico... e visto em todos os telejornais.

'Na margem sul não há cidades, não há gente, não há hospitais, nem hotéis nem comércio...seria necessário deslocar milhões de pessoas...seria o mesmo que construir Brasília no Alto Alentejo'.

Mario Lino, citado pelo Publico e... visto em todos os telejornais.

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02 agosto 2007

HOJE às 19 HORAS: Apoio à direcção do Museu Nacional de Arte antiga


Nas Janelas Verdes.

Não ao delito de opinião.

Não à ignorância.

Sim à cultura.

Sim à competência.

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25 julho 2007


[clique sobre a imagem para aumentar]

Inferno
1510-20
MNAA

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15 julho 2007

Lisboa


Hoje são as eleições 'intercalares' em Lisboa.

Seria importante responsabilizar o próximo presidente pelo que fizer e pelo que não fizer.

E a propaganda [a sujaganda, como dissemos noutro post], totalmente inútil, ruidosa, poluente e cara [e pois uma das razões do financiamento duvidoso e corrupção de partidos e governos] deve ser posta de lado.

Interessam, pois, os programas.

O conteúdo.

Aqui está ele, em resumo ou versão integral:

Programa do PS

CDS

PPM ?

Manuel Monteiro

Garcia Pereira

Helena Roseta

Carmona Rodrigues

BE

PNR

PSD

CDU

MPT

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12 julho 2007

Lisboa


Já falámos várias vezes de autárquicas e em especial de Lisboa, nos últimos 2 anos:

http://lorenzetti.blogspot.com/2007/02/estudars-em-lisboa-trabalhars-em.html#links

http://lorenzetti.blogspot.com/2007/05/lisboa.html#links

http://lorenzetti.blogspot.com/2006/07/autrquicas-2oo5.html#links

Especialmente na necessidade de conferir direito de voto em Lisboa para quem apesar de não residir na cidade, 'viva' nela, seja a trabalhar ou a estudar.

Desta vez falamos do debate a 12, debate que causou polémica desde logo na forma comos seria realizado [ver notícia no DN de 10.6.2007].

E depois do debate, como se lê no site da RTP, 'Entre "vivo" e "chato", não houve consenso entre os candidatos sobre o debate de segunda-feira à noite na RTP, mas a maioria classificou-o de incompleto, lamentando a falta de discussão sobre temas como Ambiente, Segurança ou Cultura.'

E não falar de Segurança e Cultura, ao lado do tema essencial da Reabilitação Urbana é não falar de Lisboa e dos problemas que é preciso resolver.

Felizmente não houve momentos destes, bem presentes nas últimas eleições:




Mas todos parecem concordar que numa cidade de 84km2, 53 freguesias e cerca de meio milhão de residentes [a descer desde 1960, altura em que eram mais de 800 mil], doze candidatos é demais.

Sendo essa uma realidade relativamente inalterável, é preciso analisar o que se tem.

O PS foi buscar um ministro, sem que se perceba como pode o maior partido português não ter alkguém disponível e preparado para o cargo, sem ter de tirar um ministro [e substituí-lo por Rui Pereira, que mal teve tempo de aquecer o lugar para o qual tinha sido nomeado no Tribunal Constitucional]. Não se percebe qual é o programa além de retirar o aeroporto da Portela e de colocar lá um jardim [jardim que alguns candidatos já disseram ser a maior mentira do século, e cuja verdade seriam os projectos imobiliários manhosos do costume]. E a vitória para o PS seria o expandir da famosa frase 'uma maioria, um governo, um presidente' para 'uma maioria, um governo, um presidente, uma capital'. O próximo passo é o Porto?



O PSD foi buscar um 'independente', ex-chefe da polícia, o juiz Negrão, que além da confusão EPUL/EPAL, IPPAR, etc., não tem qualquer carisma e pelo que se percebe, e a acompanhar COsta, a ausência de um programa coerente, e apenas o argumento de 'estabilidade' e de 'ordem' na Câmara. Porém, como se tem visto em casos como o de Oeiras e Isaltino Morais, os cidadãos querem resultados e não querem saber se isso é com ordem ou desordem. O que desde que não ultrapasse os limites, até pode ser razoável -- pode haver alguma desordem se o resultado for positivo [desde que a desordem não seja alguém fugido à justiça ou claramente corrupto] pois o facto de ter um ar arrumadinho [veja-se Marques Mendes] nada indica sobre a obtenção de bons resultados.

O PCP aposta em Ruben de Carvalho, cuja falta de carisma assombra os resultados, sobretudo quando tem ao lado Sá Fernandes e Roseta, que lhe 'roubarão' alguns votos [e muitos mais 'roubarão' ao PS]. Foi importante ter relembrado que o activo da CML é imensamente superior ao seu passivo e que portanto, em termos contabilísticos, a CML não está falida, como alguns querem fazer crer, no habitual discurso 'luso-fatalista', onde a mania dos défices parece justificar as medidas mais horrendas e o abafar de direitos constitucionais. É também sua a proposta -- velha mas muito útil -- de metro no aeroporto e de uma autoridade metropolitana de transportes que regule a estrutura e qualidade dos transportes públicos na cidade e no acesso a ela.



O PPM apresenta Câmara Pereira que apesar dos disparates que por vezes diz, e de um discurso pouco articulado [o que talvez o torne o candidato 'duh' AKA tecla3], tem dois pontos muito positivos -- reconhece [algo semelhante ao PCP] que o programa é o mesmo de sempre, e opõe-se [com todo o apoio de Lorenzetti e, pelo que vi das últimas sondagens, da maioria dos Lisboetas] a nova construção, até que seja recuperada a já existente. Esta devoção ao património é um grande trunfo do PPM. Negrão, por exemplo, já afirmou -- no debate da RTP -- que não iria parar a construção.

Roseta surge como um reavivar do espírito de uma 'campanha Alegre' vivida nas últimas presidenciais, e tem sido sem dúvida a candidata mais inteligente destas eleições, como se tornou claro no debate a 12 na RTP. A aplicação da 'acupunctura urbana' foi ar fresco e um método necessário em Lisboa, que tem de renovar o seu património já, sob o risco de perdê-lo.



Garcia Pereira candidata-se como sempre, com a já [in]famosa frase 'são sempre os mesmos que falam, estão-me a cortar o tempo' e é de louvar o seu plano estratégico para um porto a sério em Lisboa, e para a reestruturação dos acessos ferroviários à cidade e [em colaboração com o Governo evidentemente] ao país.

O MPT apresentou propostas muito simpáticas e parece ter-se preparado bem -- ou pelo menos reduziu o discurso àquilo que preparou, o que não deixa de ser mais feliz que a maioria dos candidatos]. A ideia de transferir parte das receitas das portagens de acesso a Lisboa para a CML são positivas [e uma 'congestion charge' mais justa, pois é cobrada 'como acesso' e não como 'assinatura']. Provou que não é necessário mais um aeroporto, pois os slots da Portela [disponíveis no site da ANA] estão quase todos disponíveis. Referiu ainda a igualmente verdadeira, inconveniente realidade da inexistência de inventariação do património camarário. Como é possível governar uma cidade sem saber o que tem a sua câmara? E como é possível avaliar a dívida e negociar empréstimos e afins sem saber a posição financeira real da cidade enquanto devedor?



O CDS esteve no seu pior e a ausência de ideias, associada a um caciquismo mal educado e desagradável, nada expectável de quem se afirma conservador, era dispensável. Continua sem se perceber se o candidato é Telmo Correia ou Paulo Portas Reloaded.

O Bloco de Esquerda mantém a política do 'não' e a contestação parece não estar sustentada por nada de substancial. Se é certo muito do reclamar, é também evidente, e como frisou a sofrível moderadora do debate na RTP, já ninguém quer diagnósticos, porque os fez enquanto cidadão, querem-se soluções. E não basta boa vontade.

O PNR teve piada pelo estilo, embora o conteúdo seja discutível [sobretudo o ódio aos gays e afins] e aquilo que todos sabem ser a ideologia por trás do partido em causa. È igualmente impressionante o ódio que parece sair dos olhos e do discurso do candidato [hate speech?]. É interessante o facto de ser antisistema, e subtis alguns dos seus argumentos, mas o problema é que a alternativa que apresenta não servir a todos e implicar a exclusão de parte da sociedade ['gays e afins']. É no entanto correcto que exiete um lobby gay e que a CML não deve apoiar manifestações gay. Mas não porque sejam antinatura ou outra das razões apresentadas pelo PNR. Tão simplesmente porque a sexualidade nada deve ter a ver com a câmara, e porque os gays não são, nem devem ser, uma causa pública, mas uma opção privada de quem quiser e com os seus fundos.



Manuel Monteiro continua no PND como one man show, e parece um mix PNR / MRPP. PNR pela ideologia, MRPP pelo estilo. Pelo que bastará ler o que se escreveu acima. É bom ter ideologia, e Monteiro têm-na, mas falta o resto. Mudar de óculos não foi suficiente.

Carmona Rodrigues - sem comentários.

Não sei quem vai 'ganhar' nestas eleições. Mas todos sabemos que a cidade vai perder tudo o que tem se não se recuperar o seu património histórico. Que é tudo aquilo que lhe resta.


Algumas ligações úteis:

Câmara de Lisboa
Plano de revitalização da Baixa Chiado
Comissão Nacional de Eleições

Lista de candidaturas a Lisboa:

Partido Socialista - PS
Partido Popular - CDS-PP
Partido Popular Monárquico - PPM
Partido da Nova Democracia - PND
Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses - PCTP/MRPP
Lisboa com Carmona I
Cidadãos por Lisboa II
Bloco de Esquerda - B.E.
Partido Nacional Renovador - PNR
10º Partido Social Democrata - PPD/PSD
11º Coligação Democrática Unitária - CDU (PCP-PEV)
12º Partido da Terra - MPT




imagem: Noticia estadistica de Lisboa [Material cartográfico : ou breve notícia das cousas mais notaveis que Lisboa contem e planta da cidade de Lisboa.... - Lisboa : Oficina de Stª. Cathª., 1834. - Not. em 5 tábuas, metidas em caixa de cartão, na Biblioteca Nacional.

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15 maio 2007

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10 maio 2007

Lisboa


Com o dramatismo do costume, o advogado e membro do 'Bloco de Esquerda' José Sá Fernandes dizia 'a Câmara caiu'. Era o Jornal 2, na RTP2.

As notícias sucediam-se. Todos os vereadores pediram a demissão, tirando dois do PSD que têm o mandato suspenso por estarem envolvidos em processos judiciais, e em circunstâncias pouco agradáveis. E o Presidente Carmona [não o Marechal, mas o substituto de Santana Lopes] parece ir no mesmo caminho. Esperemos que o seu desaparecimento da cena política autárquica não seja também um desaparecimento da vida judicial...

A Câmara de Lisboa tem agora três mulheres possíveis, o que não deixa de ser curioso num pais ainda machista: Ferreira Leite, Nogueira Pinto e Roseta.

E claro, um Santana Lopes que reaparece como um strobe do Stones.

E quem sabe, Carrilho volta a aparecer com a modelo-mulher [não confundir com mulher-modelo] e com o filho, que protagonizou anúncios de campanha, como se recordarão...

Mais uma vez, vamos ter eleições em Lisboa. E mais uma vez irão votar poucas das pessoas que de facto vivem em Lisboa [porque a maioria dos que vivem na cidade, trabalham nela, apesar de não residirem nela]. Falámos disso anteriormente.

Para quando o direito de voto alargado a todos os que trabalham na cidade, algo perfeitamente justificável, pois trata-se da principal cidade do país, onde quem vive na cidade não tem direito de voto, pelo simples facto de não dormir nela?

Isso parece-me bem mais importante do que discutir o carro de Santana Lopes, ou os episódios de campanha em que Carrilho não aperta a mão a Carmona e Carmona lhe chama 'grande ordinário'.

Porque o resto são politiquices.

E na verdade Lisboa precisa de votos úteis de cidadãos úteis. Não só os que dormem na cidade, mas os que nela trabalham todo o dia ou noite e portanto a vivem.

E de votos e candidatos que tragam boa gestão financeira mas sobretudo sensibilidade urbanística. renovação urbana, boa arquitectura, ocupação de edifícios, actividade cultural, redução do crime.

É assim tão difícil? Não parece. Pelo menos se não se perdessem em discussões [discussõezinhas?] camarárias irrelevantes entre partidos ou dentro de partidos.

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30 abril 2007

E entretanto, na Câmara de Lisboa...


'O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, escapou à crise que assola a autarquia, e da qual passou a principal protagonista ao saber-se que deverá ser ouvido como arguido pelas autoridades na quarta-feira no âmbito do processo Bragaparques, rumando para um encontro de motas antigas em Inglaterra com os amigos [...] Não é a primeira vez que Carmona sai do país em circunstâncias idênticas. Aconteceu o mesmo no auge do escândalo relacionado com a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL), entre outras ocasiões'.

lê-se no Público.

Pode pois dizer-se que é uma ausência 'ordinária'.

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