06 maio 2008

02 maio 2008

'Hot Clube'

08 abril 2008

Carlos Mena canta hoje


às 21h na Academia das Ciênias, Lisboa, trazdo pela Gulbenkian:

LUX ORPHEI
CARLOS MENA (canto / direcção)

«Voglio di vita uscir»

Benedetto Ferrari
Ciaccona: «Voglio di vita uscir»
Cantata spirituale: «Queste pungenti spine»

Bernardo Storace
Aria sopra la Spagnoletta

Giovanni Sances
Pianto della Madonna: «Stabat Mater»

Claudio Monteverdi
Ciaccona: «Voglio di vita uscir»

Alessandro Scarlatti
Cantata: «Fermate, omai fermate»

Antonio Cesti
Cantata: «Era la notte»

Giovanni Bononcini
Cantata: «Lasciami un sol momento»

Georg Friedrich Händel
Cantata: «Dolce pur d’amor l’affanno»

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21 fevereiro 2008

O Fim do Conservatório?!


Escola de Música
Conservatório Nacional


Porque Não Podemos Concordar Com a Ministra da Educação
Por Uma Escola Pública de Qualidade

-Extinção do ensino musical especializado no 1º ciclo

Por decisão ministerial as escolas públicas de música (vulgo Conservatórios) vão ser impedidas de dar aulas ao 1º ciclo (chamados cursos de iniciação). Assim, os actuais e futuros alunos (dos 6 aos 9 anos de idade), se quiserem continuar a estudar música, terão de frequentar aquilo que o estado passa a oferecer gratuitamente, as actividades de enriquecimento curricular (AEC), o que representa passar de um currículo de 6 horas semanais com estudo individual de instrumento, orquestra, formação musical, coro e expressão dramática, para uma actividade de currículo ainda desconhecido, provavelmente com a duração de apenas duas horas semanais.

Se por acaso o aluno quiser continuar com a mesma formação que as actuais iniciações oferecem, terá de se inscrever numa escola particular, deixando de pagar a propina anual da escola pública (em Lisboa é de 45€) para passar a desembolsar grandes quantias em dinheiro.

Ao tomar esta atitude de alargamento da oferta de ensino musical através das AECs, e de inviabilizar o ensino do 1º ciclo (iniciações) nos Conservatórios, o Ministério impede o ensino especializado de oferecer um ensino de qualidade que visa o desenvolvimento da criança na idade ideal para o início da formação como instrumentista. (Suzuki, Gordon, Manturzewska, Lhemann, Schuter-Dyson, Sosniak, Bloom).

A razão pela qual se extingue o 1º ciclo das escolas públicas de ensino especializado de música não tem como finalidade uma verdadeira democratização do ensino musical, assumindo declaradamente uma componente apenas de formação genérica, visando competências diferentes das que actualmente os Conservatórios oferecem para estas cargas etárias. A verdadeira razão encontra-se sim na necessidade de libertar os docentes que actualmente leccionam as iniciações, procedendo ao seu despedimento e posterior reconversão para leccionarem as AECs, pelas quais serão remunerados abaixo do seu actual estatuto, pois o Ministério sabe que nem a médio prazo terá docentes em número suficiente para a tal generalização do ensino da música ao 1º ciclo.

Trata-se pois apenas de uma operação de engenharia financeira sem ter em conta a degradação de qualidade que este novo sistema irá introduzir no ensino da música. Este novo sistema irá produzir indubitavelmente efeitos perversos e anti-democráticos pois terão naturalmente preferência na admissão às escolas públicas (a partir do 2º ciclo) aqueles candidatos que demonstrem maiores competências, competências essas que passarão a ser exclusivo do ensino particular a preços elevados. Haverá um favorecimento daqueles que têm maior capacidade económica para proporcionarem essa formação aos seus filhos em detrimento da criança de meios sócio - económicos mais desfavorecidos.
Não se deve, com o pretexto da criação de um ensino generalizado da música, extinguir o ensino vocacional (especializado).

-Regime de Frequência Supletivo
Sua Extinção

Com a intenção de reduzir a frequência destas escolas apenas ao regime integrado, será negada a existência tanto do regime supletivo como do articulado.
O regime articulado permite às famílias organizar a formação dos seus educandos através de uma articulação de tempos lectivos e de escolas, nomeadamente permitindo a escolha da escola básica e a gestão do seu currículo.
Simultaneamente, o regime supletivo permite às famílias escolherem as escolas e sobretudo ao aluno não ter que ficar agarrado apenas à opção música, realizando dois percursos paralelos até que a sua decisão de formação esteja definida.

Com especial furor ataca o Ministério da Educação o regime de frequência supletivo. Este regime de frequência caracteriza-se por permitir ao aluno frequentar as disciplinas musicais no Conservatório e as do ensino geral na escola de sua escolha. Afirma o Ministério que este regime de frequência se caracteriza por ser um ensino avulso no qual o estudante poderá ele próprio compor o seu currículo, sem obrigação de nenhum tipo de regras de precedências, podendo eternizar a sua presença na escola. Mais afirma o Ministério que o regime supletivo não permite uma certificação no final do ensino secundário visto o aluno poder optar por um diploma de ensino secundário de outra vertente, naquela em que frequenta as disciplinas não musicais. Não havendo certificação, não há sucesso escolar, conclui sem mais nem menos o Ministério. Para a 5 de Outubro os Conservatórios não formam alunos.

Vejamos o que realmente caracteriza este regime de frequência, aquele que é escolhido pela grande maioria dos alunos e encarregados de educação:

1º - Os alunos do regime supletivo são obrigados até ao final do 3º ciclo a frequentarem exactamente o mesmo nº de disciplinas que os alunos dos outros regimes, a saber: integrado e articulado. Obedecem às mesmas regras de precedência e de estudos.

2º - Durante o ensino secundário nesta escola, são obrigados a frequentar anualmente pelo menos três disciplinas, a saber, instrumento, formação musical e classe de conjunto. Também aqui o aluno não pode frequentar apenas uma só disciplina.

3º - O aluno do regime supletivo raramente obtém um diploma secundário de música pois já o obteve ou vai obter na via e curso que frequentou na outra escola secundária onde realizou a formação não musical.

4º - Não. O facto de se emitirem poucos diplomas secundários de ensino da música não é sinónimo de insucesso escolar, pois não exigindo o ensino superior da especialidade nenhuma classificação específica do ensino secundário de música, o aluno prefere fazer uma preparação paralela num curso científico-humanístico e logo que se sente preparado concorre para o ensino superior de música ou sai para a vida profissional. Será necessário deixar aqui claro que para se exercer uma profissão no campo da música, os diplomas não são necessários pois as pessoas têm que passar uma audição pratica para obterem o lugar. A única ocasião de que precisam de um diploma é para seguirem a carreira de ensino e para esta necessitam sim do diploma mais qualificado que é o do ensino superior e não o secundário.

5º - Provando que a não obtenção de diploma secundário de música não é sinónimo de insucesso escolar poderemos verificar que só na Escola de Música do Conservatório Nacional nos últimos seis anos 125 alunos seguiram os seus estudos superiores e cerca de 183 alunos foram para a vida profissional, ou seja a Escola foi o veículo escolhido pelos alunos para lhes dar a formação necessária para seguirem carreira. O Ministério deveria encontrar uma solução para este problema da certificação e não limitar-se pura e simplesmente a acabar com o regime de frequência supletivo.


6º - A verdadeira razão porque se acaba com o ensino supletivo e se recomenda que nas escolas públicas apenas se pratique o regime integrado está agora à vista, quando sabemos que o interesse fulcral da Ministra da Educação é a extensão das AECs vertente música, a todas as escolas do 1º ciclo. Para isso necessita de docentes. A Srª Ministra sabe que só assim obterá escolas muito mais pequenas implicando o despedimento de professores a nível dos 2º , 3º ciclos e secundário. Estes docentes servirão naturalmente para ministrarem as AECs.

7º - É fundamental que os Pais e Encarregados de educação percebam que a coberto de uma pseudo “democratização” do ensino da música se vai na realidade reduzir a prática musical apenas às AECs, e sobrecarregar as finanças familiares se se optar por prosseguir com uma formação específica agora apenas numa escola privada. De notar igualmente que com a extinção do regime supletivo se está a obrigar muito mais cedo o encarregado de educação a tomar a opção de uma carreira para o seu filho, visto só ser possível o ensino integrado nas escolas públicas, o que é obviamente difícil e claramente indesejável.

8º - É ainda preciso considerar o curso de canto, frequentado totalmente em ensino supletivo por alunos maiores de 17 anos, de acordo com as regras até hoje em vigor e definidas em Regulamento Interno, cuja viabilidade continua por discutir.

Pelo que foi dito nos números anteriores, poderemos afirmar que o regime de frequência supletivo é credível e formador de músicos em igualdade de circunstâncias com qualquer outro regime de frequência, e que a sua diabolização pelo Ministério obedece apenas a interesses de ordem financeira e não pedagógica.
Estamos ainda a cercear o direito de escolha dos encarregados de educação.

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18 novembro 2007

Lisboa não sejas...


'Não namores os franceses
Menina, Lisboa,
Portugal é meigo às vezes
Mas certas coisas não perdoa
Vê-te bem no espelho
Desse honrado velho
Que o seu belo exemplo atrai
Vai, segue o seu leal conselho
Não dês desgostos ao teu pai

Lisboa não sejas francesa
Com toda a certeza
Não vais ser feliz
Lisboa, que ideia daninha
Vaidosa, alfacinha,
Casar com Paris
Lisboa, tens cá namorados
Que dizem, coitados,
Com as almas na voz
Lisboa, não sejas francesa
Tu és portuguesa
Tu és só pra nós


Tens amor às lindas fardas
Menina, Lisboa,
Vê lá bem pra quem te guardas
Donzela sem recato, enjoa
Tens aí tenentes,
Bravos e valentes,
Nados e criados cá,
Vá, tenha modos mais decentes
Menina caprichosa e má

Lisboa não sejas francesa'

[O Francesa seria, hoje, Americana ou Chinesa... mas o bold com interpretação actualista e não xenófoba, s.f.f.]

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12 novembro 2007

04 novembro 2007

30 setembro 2007

Monteverdi em dia de chuva.


MONTEVERDI, 'Pianto della Madonna', Motetti a voce sola
intérprete: Maria Cristina KIEHR
e
Concerto Soave [dir. Jean-Marc Aymes]

ed. Harmonia Mundi


Especial destaque para as faixas 3, 5 e 10:

3. Currite populi

5. Venite, videte

10. Exulta, filia Sion

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18 setembro 2007

DJs no Museu do Chiado


MUSEU CÓSMICO

DJ SET DE RUI MIGUEL ABREU

convidados
JOSÉ BELO (Bloop:Recordings)
MIKE STELLAR (Journeys)

vídeo
ZEKAN

23 Setembro. Domingo. 16:00 às... 19:00 h [!!!]
Entrada livre


MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA
Museu do Chiado
Rua Serpa Pinto, 4
1200-444 Lisboa
Tel. + 351 213 432 148 | Fax + 351 213 432 151
mchiado@ipmuseus.pt

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17 setembro 2007

3o anos da morte de Maria Callas




Nunca tive paciência para efemérides, mas não hesito em recolher a sua vantagem: exibição daquilo que por vezes só aparece nas efemérides. É o caso de Maria Callas, que parece esquecida entre efemérides, num mundo onde há quem prefira o estilo [nós não] Andreas Bocellis e Pavarottis.



É como comparar um pitbull a um galgo: ambos são cães, o pitbull é forte, mas falta-lhe muita souplesse... E fico-me por aqui. Vou aproveitar os programas e filmes sobre 'A Callas', que andam a passar por aí.



imagem: Callas com Pasolini, esse grande maluco.

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15 setembro 2007

Petrucciani, Konitz e o gato.


Toot Sweet

1. I Hear A Rhapsody
2. To Erlinda
3. Round About Midnight
4. Lover Man
5. Ode
6. Lovelee

Lee Konitz [saxofone] + Michel Petrucciani [piano] + gato [na capa]

Centro Musical Bösendorfer, Paris, 25.5.1982, remasterizado em 2oo1, Universal Music

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14 setembro 2007

Buddy de Franco + Oscar Peterson e amigos



De Franco,Oscar Peterson, Herb Ellis, Ray Brown, Louis Bellson [1954] Buddy de Franco & the Oscar Peterson Quartet, Verve Records, remasterização de 2oo5 a 24 bit, Membran Music Ltd.

1. Sweet And Lovely [Arnheim | Lemare | Tobias]
2. Fascinatin’ Rhythm [Gershwin| Gershwin]
3. Love For Sale [Porter]
4. Easy To Love [Porter]
5. Pick Yourself Up [Kern | Fields]
6. They Can’t Take That Away From Me [Gershwin | Gershwin]

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13 setembro 2007

Miles Davis Ahead com Gil Evans.



Foi o primeiro álbum de Miles com Evans, em 1957. Cool jazz antes do famoso Porgy and Bess e do genial Sketches of Spain.

O arranjo de Gil Evans é tal que o álbum é como que um concerto no sentido clássico da palavra, i.e. concerto com vários andamentos [elaborados por gente como Kurt Weill, Ira Gershwin ou Dave Brubeck], a saber:

1. Springsville [Carisi]
2. The Maids of Cadiz [Leo Delibes]
3. The Duke [Dave Brubeck]
4. My Ship [Ira Gershwin / Kurt Weill]
5. Miles Ahead [Davis | Evans]
6. Blues for Pablo [Evans]
7. New Rhumba [Ahmad Jamal]
8. The Meaning of the Blues [Bobby Troup / Worth]
9. Lament [J.J. Johnson]
10. I Don't Wanna Be Kissed [By Anyone But You] [Elliott | Spina]

Miles DAVIS | Gil EVANS [1957] Miles Ahead, Columbia Records [remasterização de 1997 a 20 bit, Sony Music, com 4 extras]

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Bud Powell, Jazz Giant



Bud POWELL [1949-1950] Jazz Giant
remasterizado em 2oo1 [Verve Master Edition]


1. Tempus Fugue-It (Tempus Fugit)
2. Celia
3. Cherokee
4. I'll Keep Loving You
5. Strictly Confidential
6. All God's Chillun Got Rhythm
7. So Sorry, Please
8. Get Happy
9. Sometimes I'm Happy
10. Sweet Georgia Brown
11. Yesterdays
12. April In Paris
13. Body And Soul

Bud Powell [piano], Ray Brown e Curly Russell [baixo]; Max Roach [bateria].

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12 setembro 2007

Miles Davis + Ron Carter + Herbie Hancock + amigos


Ainda longe das modernices, mas já longe da seca, um Miles Davis muito equilibrado e um Herbie Hancock quase clássico, ainda em formação, e que aqui apareceu em substituição.

1. Basin Street Blues
2. Seven Steps To Heaven
3. I Fall In Love Too Easily
4. So Near, So Far
5. Baby Won't You Please Come Home
6. Joshua
7. So Near, So Far [extra]
8. Summer Nights [extra]


Seven Steps to Heaven
Miles Davis [trompete]; George Coleman [saxofone]; Victor Feldman, Herbie Hancock [piano]; Ron Carter [baixo]; Tony Williams, Frank Butler [bateria].

Hollywood, California, Abril de 1963 e Nova York, Maio de 1963
remasterização de 2oo5, Columbia Records [Sony Music]
colecçção completa: Seven Steps: The Complete Columbia Recordsings of Miles Davis, 1963-1964.

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11 setembro 2007

Mad



A excepção confirma a regra, e a regra é não alimentar a polémica McCann que, no fundo, é apenas mais um caso de uma criança desaparecida e falar dele apenas alimenta a polémica, sendo que, meses volvidos depois do alegado desaparecimento da criança, sabemos aquilo que já sabíamos: uma criancinha desapareceu e mais nada.

Um comentador da SIC vai avançando com provocações por vezes interessantes [o que não é difícil, basta disparar para todos os lados], lembrando que o 'ursinho desapareceu' e que o casal já não dá as mãos, etc..

E agora o estatuto de arguido no caso do 'misterioso' Robert Murat e dos pais da criança.

Sendo que os pais [ou os seus assessores de imagem ou jurídicos, alguns pagos, como se sabe, pelo governo inglês, apesar do mais de milhão de euros já conseguido pelos pais em doações do público via Internet] publicaram o post copiado abaixo, no blog / site criado sobre o tema, FindMadeleine.

Não deixa de ser interessante que na mensagem se diz 'não raptámos', mas não se diz 'não matámos', ou outra coisa qualquer, e que se diz que a saída de Portugal já estava planeada [contrariamente ao esperado: só sair quando se encontrasse Madeleine].

Mas creio ser reconfortante dizer que virão a Portugal para quaisquer actos processuais para os quais sejam convocados nos termos da lei.

Não sei se mantêm a mesma posição: de acordo com a CNN há instantes [até a Bloomberg já fala do caso, para mal dos meus pecados] Gerry McCann terá contratado o mesmo advogado que bloqueou a extradição de Pinochet. O que não deixa de ser bastante significativo: basta atentar às palavras 'extradição' 'bloquear' e 'Pinochet'.

Pelo que parece, já nenhum português acredita no regresso destes pais, nem no aparecimento da criança, e muito menos que se fará justiça, mas apenas jogo político.


Latest Update - Gerry's Blog/Diary
'
Day 130 - 10/09/2007

[...]


On Friday Kate and I were made ‘arguido’- official suspects in Madeleines disappearance. We cannot comment on any details of the investigation, interviews or any evidence that has been presented to us. We could never possibly have imagined being put in this unbearable situation. No specific charges have been presented at this point and there has been no restriction on our movements imposed.

[...] We have absolute confidence that, when all of the facts are presented together, we will be able to demonstrate that we played absolutely no part in Madeleines abduction. Our primary concern has always been the search for Madeleine and this aspect, that our daughter is still missing, must remain a priority for the investigation.

On Saturday we asked the Portuguese police if they had any objection to us coming back to the UK. We had assured them that we will continue to cooperate fully with the investigation and of course will return as requested and for our own emotional reasons. We decided to fly back on Sunday as we had originally planned and all of our family spent the rest of the evening helping us to pack'.

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10 setembro 2007

CD bom e [muito!] barato...


Oscar Peterson + Stéphane Grapelli Quartet [Niels-Henning Ørsted Petersen + Kenny Clarke]

Vol 2, Jazz in Paris
Universal (France), 1973
Gitanes Jazz Productions, 2ooo [remasterizado a 24-bit]

1. I won't dance
2. The folks who live on the hill
3. Autumn leaves
4. My heart stood still
5. Blues for Musidisc
6. If I had you

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08 setembro 2007

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06 setembro 2007

A morte de Pavarotti.



Acabo de acordar e abrir o meu email. O News Alert 0:50 a.m. ET Thursday, September 6, 2007 do Washington POst diz-me que 'Italian Tenor Pavarotti Is Dead: Luciano Pavarotti, whose vibrant high C's and ebullient showmanship made him one the most beloved tenors, has died, his manager says. He was 71'.

Com uma artigo e vídeo, a Bloomberg noticia igualmente a morte de Luciano Pavarotti. E assim deve acontecer em toda a comunicação social hoje. E provavelmente alguns loucos irão entupir os sistemas de e.mail com apresentações Powerpoint de gosto estético duvidoso, sobre 'il Maestro'.

Nunca achei piada à voz, à representação ou ao estilo de Pavarotti.

No entanto, como afirma a Bloomberg, foi o cantor lírico mais popular desde Caruso.



Além de ter -- na minha opinião pessoal -- uma voz bem mais interessante [para dizer o mínimo], Caruso teve inclusive uma função quase pioneira na ópera do final do século XIX, e depois do século XX [Pavarotti interpretou, curiosamente, a ária 'Caruso' num filme sobre Caruso].



Pavarotti no entanto, teve uma função de divulgação [evito a palavra 'democratização'] da ópera, ou, se quisermos, na sua dimensão menos positiva [porque associada muitas vezes a perda de qualidade] de massificação da ópera [dimensão menos positiva que teve o seu cúmulo no merchandising, que chegou a incluir perfumes de Pavarotti, coisa a que a música dita clássica tinha vindo a resistir face a outros géneros musicais].

Por ter feito chegar a ópera a pessoas cuja origem social era uma barreira [com consequências importantes para a legitimação social de subsídios e outros apoios do Estado e do mercado à música clássica e ópera em especial], Pavarotti merece um aplauso.

Requesciat in pace.



último vídeo: um que me parece bem adequado ao 'momento', pelo conteúdo, pela sistemática e pela memória - Pavarotti a interpretar a ária final [Nessun dorma] da ópera Turandot, de Puccini, a que mais associo, na minha memória, à voz de Pavarotti.

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