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06 maio 2008
05 novembro 2007
L'esprit.

'C’est qu’homme d’esprit ne signifie pas esprit supérieur, talent marqué, et que bel esprit le signifie. Ce mot homme d’esprit n’annonce point de prétention, et le bel esprit est une affiche: c’est un art qui demande de la culture: c’est une espèce de profession, et qui par là expose à l’envie et au ridicule'
'Esprit', section II, Dictionnaire Philosophique de Voltaire, 1769
imagem: Voltaire [1741] Lettres historiques et galantes de Madame du Noyer, Londres
28 setembro 2007
Bush aprende a ler.
O DN falou do tema sob o título 'Bush recorre à fonética para dizer "sar-KO-zee"'
O USA Today foi mais detalhado:
White House upset over copy of Bush speech posted to U.N. website
Apparently, a marked-up draft of the president's speech popped up on the U.N.'s website as President Bush delivered his remarks this morning before the General Assembly, USA TODAY's David Jackson reports. The draft included phonetic spellings of some names and countries, and the cellphone numbers for Bush speechwriters.
Press secretary Dana Perino downplayed the incident, and said phonetic spellings are used to help interpreters. Asked if the president has trouble pronouncing some country's names, Perino deemed it "an offensive question."
"There was an error made," Perino said, noting it was not a final draft.
"It was taken down and there's nothing more to say about it."
[...]
Blake Hounshell at Foreign Policy says he has a copy of the speech that got the White House so worked up this morning. Here are some of the phonetic guides it included, according to the magazine's blog:
• Kyrgyzstan [KEYR-geez-stan]
• Mauritania [moor-EH-tain-ee-a]
• Harare [hah-RAR-ray]
• Mugabe [moo-GAH-bee]
• Sarkozy [sar-KO-zee]
• Caracas [kah-RAH-kus]
Update at 2:33 p.m. ET: Here's an excerpt from the press secretary's exchange with reporters about the speech snafu. It was released by the White House.
[...]
REPORTER: And they were phonetic spellings of various countries -- as well, we understand.
PERINO: That's not unusual. We do that for many speeches.
REPORTER: Does the president have a hard time pronouncing some of these countries's [sic] name?
PERINO: I think that's a offensive question. I'm going to just decline to comment on it.
Ficamos a pensar como seria a leitura, por Sarkozy, e não por Bush, de um discurso com 'ajuda fonética', nas seguintes circunstâncias:
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08 setembro 2007
Goya em filme.

Falei dele aqui em 7 de Maio e republico, porque como vi em Londres nem me apercebi na altura que o filme não tinha saído em Portugal. Parece que volvidos 4 meses, os portugueses podem ver Goya's Ghosts, de Milos Forman.
Aqui está o que escrevi na altura, desta vez com o trailer:
'Já estamos a imaginar o efeito: vão aparecer uns livrinhos manhosos sobre Goya e provavelmente fazer-se alguns programas de TV.
Acontece sempre isto quando aparece um filme sobre um determinado artista.
Mas sempre é melhor do que manter as pessoas na [absoluta] ignorância, mesmo que isso implique [horror dos horrores] ver quadros de Goya escarrapachados em mouse pads.
Vi esta semana o 'Goya's Ghosts', de Milos Forman.
A expectativa não era imensa, pela leitura da crítica e pelo fraco elenco, mas era bastante por Forman, que embora tenha realizado poucos filmes ao longo dos últimos mais de 40 anos de carreira, realizou alguns bastante significativos, como Man on the Moon (1999), The People vs. Larry Flynt (1996), Valmont (1989) ou Amarillo Slim (2008).
Gostei de Goya. Tenho duas biografias de Goya em espera, uma delas ficou mais ou menos a meio, em Lisboa, e com o filme estou mesmo decidido a retomá-las: porque o grau de detalhe do filme significa uma de duas coisas -- ou foi fiel à história, ou foi absolutamente paranóico.
Em qualquer dos casos, e apesar de um cast fraco e de um argumento algo inopinado [sempre que a mãezinha vai conhecer a filha desaparecida começa tudo aos tiros e afastam-se novamente], Goya's Ghosts tresanda a uma deliciosa ironia, sarcasmo e denúncia de hipocrisia e oportunismo, demonstrando como o 'mundo é pequeno' e como se põem e tiram líderes, oscilando entre o trono e a sarjeta, num balanço verdadeiramente intemporal, que tanto faz sentido na Espanha acossada por Franceses, Ingleses e o Vaticano [o filme é de resto uma história instantânea de Espanha entre o fim do século XVIII e o início do século XIX], como na américa latina dos anos 80 ou no leste europeu nos anos 90 ou no Iraque, Líbano e Afeganistão agora ou em África... all the time.
Goya's Ghosts é um retrato delicioso da opressão, do ego e da natureza humana em geral. E é isso que justifica o tempo usado a vê-lo [e o bilhete, que em Londres são 10 libras, uns belos 15 euros | '3 contos'].
Marcadores: cinema, ego, Espanha, França, Goya, inglaterra, Milos Forman
20 agosto 2007
Iraque: les uns et les autres.
Li hoje no Público que 'o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner, defendeu hoje, em Bagdad, que devem ser os iraquianos a encontrar uma solução para a violência no Iraque'.
Podendo essa ser uma realidade simples e aceitável, deixa de ser tão simples aceitá-la tendo em conta que não se deixou os iraquianos, desde o início, tratar sozinhos dos seus assuntos internos.
O Iraque, antiga Mesopotâmia, conhecida como berço da civilização, nunca esteve bem em paz.
Com invasões inglesas em 1918 e 1941 [será qe a actual conta?] veio mais tarde a invasão americana, entre 1980 e 1988.
Pouco depois, a chamada primeira guerra do Golfo, novamente com os americanos, em 1991 [a famosa operação 'Tempestade do Deserto'], e depois dessa, a segunda, que começou em 2oo3 e ainda hoje continua, sem sucesso, sem data de retirada, e com muitos mortos em todos os lados, naquilo que são os escombros de uma terra milenar, cujo património artístico é [veja-se o tesouro de Nimrud, por exemplo], ou era genial, antes de destruído ou roubado por invasores ou oportunistas internos.
Depois de tanta confusão, não sei se faz muito sentido atirar para os 'iraquianos' os restos do seu país, para que o governem.
Até porque já nem deve haver muito para governar. Nem pessoas, nem património.
Seria interessante que a UE tomasse uma posição, em vez de ir a reboque, como de costume.
Foto: painéis de Nimrud no Museu Britânico
Marcadores: eua, França, inglaterra, iraque, Museu Britânico, museus, Nimrud
07 maio 2007
Goya fantasmagórico

Já estamos a imaginar o efeito: vão aparecer uns livrinhos manhosos sobre Goya e provavelmente fazer-se alguns programas de TV.
Acontece sempre isto quando aparece um filme sobre um determinado artista.
Mas sempre é melhor do que manter as pessoas na [absoluta] ignorância, mesmo que isso implique [horror dos horrores] ver quadros de Goya escarrapachados em mouse pads.
Vi esta semana o 'Goya's Ghosts', de Milos Forman.
A expectativa não era imensa, pela leitura da crítica e pelo fraco cast, mas era bastante por Forman, que embora tenha realizado poucos filmes ao longo dos últimos mais de 40 anos de carreira, realizou alguns bastante significativos, como Man on the Moon (1999), The People vs. Larry Flynt (1996), Valmont (1989) ou Amadeus (1984, este último mais maçador), encontrando-se agora a produzir Amarillo Slim (2008).
Gostei de Goya. Tenho duas biografias de Goya em espera, uma delas ficou mais ou menos a meio, em Lisboa, e com o filme estou mesmo decidido a retomá-las: porque o grau de detalhe do filme significa uma de duas coisas -- ou foi fiel à história, ou foi absolutamente paranóico.
Em qualquer dos casos, e apesar de um cast fraco e de um argumento algo inopinado [sempre que a mãezinha vai conhecer a filha desaparecida começa tudo aos tiros e afastam-se novamente], Goya's Ghosts tresanda a uma deliciosa ironia, sarcasmo e denúncia de hipocrisia e oportunismo, demonstrando como o 'mundo é pequeno' e como se põem e tiram líderes, oscilando entre o trono e a sarjeta, num balanço verdadeiramente intemporal, que tanto faz sentido na Espanha acossada por Franceses, Ingleses e o Vaticano [o filme é de resto uma história instantânea de Espanha entre o fim do século XVIII e o início do século XIX], como na américa latina dos anos 80 ou no leste europeu nos anos 90 ou no Iraque, Líbano e Afeganistão agora ou em África... all the time.
Goya's Ghosts é um retrato delicioso da opressão, do ego e da natureza humana em geral. E é isso que justifica o tempo usado a vê-lo [e o bilhete, que em Londres são uns belos 15 euros].
Marcadores: cinema, ego, Espanha, França, Goya, inglaterra, Milos Forman
03 maio 2007
Porque é que não vai haver uma Presidente de França.

Será?
Ségoléne Royal teria todas as condições para ganhar. É um rosto novo, não é feia [o que certamente deve dar muita conversa de cabeleireiro e muito vídeo no X Tube] e, claro, seria uma hipotética Primeira Presidente e logo uma candidata natural para as mulheres de esquerda e de direita moderada ou, pelo menos, não machista.
Mas julgo que não vai ser assim. O palpite de Lorenzetti é que Ségoléne não vai ganhar porque foi mal apoiada, sendo a consequência disso muitas gaffes discursivas.
Falta a Ségoléne aquilo que Le Pen tem de positivo: talento [ou peno menos bom apoio de backoffice] discursivo. Deu muitas ‘gaffes’.
Tal como os que não falam se safam, porque não falando não dizem asneiras (mesmo que as pensem e que não tenham nada de valor), Ségoléne a chumbar é por faltas.
O povo gosta de candidatos certinhos. É conservador no sentido em que gosta de candidatos previsíveis, mesmo que seja para o mal. É provavelmente por isso que candidatos como Fátima Felgueiras ou Isaltino Morais ganham eleições.
Ségoléne falou muito e quando falou deu gaffes.
E não tem uma experiência política que a apoie. Ninguém dirá ‘desta vez foi azar’. Porque não há ‘vezes anteriores’, pelo menos conhecidas do eleitorado. A menos que o centro se concentre em Royal por por duas razões: a escolha de um PM transversal, como Strauss-Kahn; a viragem à esquerda, depois de 12 anos de Presidentes de direita e tendo em conta as dúvidas de alguns sobre o futuro da segurança social com Sarkozy vs. o apoio do povo francês às prestações sociais.
Sarkozy terá os votos da esquerda que não gosta ou não acredita em Ségoléne.
Sarkozy terá os votos do centro ou dos indecisos, que não confiam na dama das gaffes.
Sarkozy terá os votos da direita não porque seja um bom candidato, mas porque é o único [numa diferença de uns 7 pontos, disse-me ontem uma... francesa!] à direita próximo de Ségoléne nas sondagens.
Le Pen, nas últimas eleições, teve 17.79 pontos na segunda volta. Os seus consultores de imagem e discursos rendem. Os de Ségoléne não. E ela só precisava de uns 5 pontos. Não de 17.
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06 setembro 2004
arte perdida, WTC, seguros e arábia saudita...
Esta notícia fez-me recordar os Rodins que se perderam com a queda das duas torres de Nova York. Rodins que se encontravam... na sede da Cantor Fitzgerald, uma corretora, que assim decorava os cantos do escritório.

Gerald Cantor foi o maior coleccionador privado de Rodin, tendo acumulado mais de 700 esculturas, tendo oferecido mais de 450, 187 a Stanford, que passou a ser a segunda colecção, logo a seguir ao musée Rodin .
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