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04 março 2008
06 outubro 2007
Aeroporto.
Um filme delicioso. E o trailer, do tempo em que não havia limites de tempo! [quase spoiler...]
Marcadores: 70s, aeroporto, Airport, Burt Lancaster, cinema, Dean Martin, filme, Jacqueline Bisset
23 setembro 2007
19 setembro 2007
Um filme integral.
Marcadores: Alec Baldwin, Angelina Jolie, CIA, cinema, espionagem, eua, Joe Pesci, Matt Damon, O Bom Pastor, política, reino unido, Robert de Niro, serviços secretos, sociedades secretas, The Good Shepherd, uk
08 setembro 2007
Goya em filme.

Falei dele aqui em 7 de Maio e republico, porque como vi em Londres nem me apercebi na altura que o filme não tinha saído em Portugal. Parece que volvidos 4 meses, os portugueses podem ver Goya's Ghosts, de Milos Forman.
Aqui está o que escrevi na altura, desta vez com o trailer:
'Já estamos a imaginar o efeito: vão aparecer uns livrinhos manhosos sobre Goya e provavelmente fazer-se alguns programas de TV.
Acontece sempre isto quando aparece um filme sobre um determinado artista.
Mas sempre é melhor do que manter as pessoas na [absoluta] ignorância, mesmo que isso implique [horror dos horrores] ver quadros de Goya escarrapachados em mouse pads.
Vi esta semana o 'Goya's Ghosts', de Milos Forman.
A expectativa não era imensa, pela leitura da crítica e pelo fraco elenco, mas era bastante por Forman, que embora tenha realizado poucos filmes ao longo dos últimos mais de 40 anos de carreira, realizou alguns bastante significativos, como Man on the Moon (1999), The People vs. Larry Flynt (1996), Valmont (1989) ou Amarillo Slim (2008).
Gostei de Goya. Tenho duas biografias de Goya em espera, uma delas ficou mais ou menos a meio, em Lisboa, e com o filme estou mesmo decidido a retomá-las: porque o grau de detalhe do filme significa uma de duas coisas -- ou foi fiel à história, ou foi absolutamente paranóico.
Em qualquer dos casos, e apesar de um cast fraco e de um argumento algo inopinado [sempre que a mãezinha vai conhecer a filha desaparecida começa tudo aos tiros e afastam-se novamente], Goya's Ghosts tresanda a uma deliciosa ironia, sarcasmo e denúncia de hipocrisia e oportunismo, demonstrando como o 'mundo é pequeno' e como se põem e tiram líderes, oscilando entre o trono e a sarjeta, num balanço verdadeiramente intemporal, que tanto faz sentido na Espanha acossada por Franceses, Ingleses e o Vaticano [o filme é de resto uma história instantânea de Espanha entre o fim do século XVIII e o início do século XIX], como na américa latina dos anos 80 ou no leste europeu nos anos 90 ou no Iraque, Líbano e Afeganistão agora ou em África... all the time.
Goya's Ghosts é um retrato delicioso da opressão, do ego e da natureza humana em geral. E é isso que justifica o tempo usado a vê-lo [e o bilhete, que em Londres são 10 libras, uns belos 15 euros | '3 contos'].
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01 agosto 2007
Ingmar Bergman, 1918-2oo7
É normal que, estando o mundo cada vez mais estúpido, eu não encontre o trailer ou sequer um extracto de 'A Fonte da Virgem', um dos meus favoritos de Bergman. Tal como Antonioni, foi na mesma semana uma perda naquilo a que se chama cinema, e que parece não deixar grandes sucessores. Porque filmar não é, necessariamente, fazer cinema.
Marcadores: cinema, Ingmar Bergman
30 julho 2007
Harry Potter e a 'Ordem da Fénix'
Só comprei e li o primeiro volume da série Harry Potter, para tentar perceber o 'fenómeno'. E vi parte do primeiro filme.
Desta vez vi -- com algumas distracções -- o filme a Ordem da Fénix.
Pontos positivos:
. vistas aéreas do Tamisa, quando Harry e companhia lá passam em voo de vassoura, que foi o que mais me atraiu no trailer;
. caracterização de Ralph Fiennes;
. máscaras usadas na perseguição na sala das bolas de cristal;
. o inglês perceptível.
Marcadores: cinema, Harry Potter
10 julho 2007
BCN

Woody Allen anda a filmar Barcelona e diz ser uma homenagem à cidade, sugerindo-nos assim, com mais ou menos subtileza, que se tratará de uma nova poesia urbana, bem ao estilo de Manhattan / NYC, mas agora com uma cidade europeia genial, 'pérola' mediterrânica, catalã, espanhola e meio árabe / africana.
Aguardamos curiosos, questionando-nos se Woody, fã e protagonista de jazz, fará a vénia que a esse respeito Barcelona merece. Às vezes a vida vale a pena. Esperamos não nos desiludir, caro Woody.
09 julho 2007
Manuel de Oliveira

is back, com o Belle Toujours, inspirado em Belle du Jour, de Buñuel.
Desta vez o filme tem uns 60 minutos, pelo que não é -- pelo menos a fita -- tão longo quanto se diz.
Não creio que os seus filmes sejam lentos. O mundo é que mudou, cada vez mais rápido, apressado, caótico.
No entanto, isso pode ser uma vantagem.
É certo que vejo com todo o gosto o Hannibal ou um filme do John Woo.
Mas Oliveira, como alguns da sua geração que ainda não desapareceram, mantém o seu ritmo pausado e a sua estética subtil e elegante.
E o seu ritmo, em certos momentos, é uma paz de alma, com um toque nostálgico de objectos e afectos que parecem cada vez mais longe.
Não são filmes para vender, é certo. Mas não porque o mundo esteja certo. Pode haver mais pessoas a saber ler, mas a qualidade do que lêem [ou do que vestem , ou do que constroem, ou do que bebem] é hoje bem menor e menos inteligente.
O bom gosto nunca foi -- e as experiências nesse sentido nunca duraram -- democrático.
Por isso o chamam de elitista.
E é por isso também que, não achando especial piada à figura de Manuel de Oliveira ou à famosa subsidiodependência, não posso nem quero deixar de reconhecer -- porque não espero que morram para o fazer [espero que acabe os seus próximos projectos, que incluem a adaptação ao cinema do pequeno e genial conto de Eça Singularidades de uma rapariga loira em 2oo8, ano em que Oliveira completa 100 anos]-- o seu bom gosto estético e a inteligência dos seus filmes, num mundo onde se admira o que é sujo, porco e mau.
Portugal irá reconciliar-se com Oliveira, e como em muitos casos, depois da sua morte. Se não fosse pela qualidade dos seus filmes, seria desde logo pela sua singularidade: em terra de cegos quem tem olho é rei, e Oliveira é e provavelmente continuará a ser, por muito tempo, o mais importante realizador português, no país onde o director da Cinemateca intitulou uma sua obra O Cinema Português nunca existiu [Bénard da Costa, CTT, 1996]. Oliveira sim.
Marcadores: cinema
06 julho 2007
Escalada ao sexo.
Siga o link>>> Informação da Comissão.
19 junho 2007
Beleza criminosa?

Se os concursos de 'beleza' vivem do sexo, serão os concursos de beleza infantil eventos de origem ou de consequências pedófilas?
Não faço ideia, mas não pude deixar de questionar-me depois de ver o Little Miss Sunshine, mesmo supondo que a pedofilia esteja longe de ser o tema do filme, centrado sobretudo naquilo que se convencionou chamar 'família disfuncional' e, numa obsessão pelo 'sucesso', uma 'sociedade disfuncional'.
No todo, e recorrendo a filmes bem mais conhecidos e neste caso bem mais perfeitos, parece ser The Royal Tenenbaums 'meet' Magnolia.
A ver.
Jonathan DAYTON e Valerie FARIS [2oo6] Little Miss Sunshine
www.imdb.com/title/tt0449059/
www.foxsearchlight.com/littlemisssunshine/
en.wikipedia.org/wiki/Little_Miss_Sunshine
www.littlemisssunshine-lefilm.com/
03 junho 2007
07 maio 2007
Goya fantasmagórico

Já estamos a imaginar o efeito: vão aparecer uns livrinhos manhosos sobre Goya e provavelmente fazer-se alguns programas de TV.
Acontece sempre isto quando aparece um filme sobre um determinado artista.
Mas sempre é melhor do que manter as pessoas na [absoluta] ignorância, mesmo que isso implique [horror dos horrores] ver quadros de Goya escarrapachados em mouse pads.
Vi esta semana o 'Goya's Ghosts', de Milos Forman.
A expectativa não era imensa, pela leitura da crítica e pelo fraco cast, mas era bastante por Forman, que embora tenha realizado poucos filmes ao longo dos últimos mais de 40 anos de carreira, realizou alguns bastante significativos, como Man on the Moon (1999), The People vs. Larry Flynt (1996), Valmont (1989) ou Amadeus (1984, este último mais maçador), encontrando-se agora a produzir Amarillo Slim (2008).
Gostei de Goya. Tenho duas biografias de Goya em espera, uma delas ficou mais ou menos a meio, em Lisboa, e com o filme estou mesmo decidido a retomá-las: porque o grau de detalhe do filme significa uma de duas coisas -- ou foi fiel à história, ou foi absolutamente paranóico.
Em qualquer dos casos, e apesar de um cast fraco e de um argumento algo inopinado [sempre que a mãezinha vai conhecer a filha desaparecida começa tudo aos tiros e afastam-se novamente], Goya's Ghosts tresanda a uma deliciosa ironia, sarcasmo e denúncia de hipocrisia e oportunismo, demonstrando como o 'mundo é pequeno' e como se põem e tiram líderes, oscilando entre o trono e a sarjeta, num balanço verdadeiramente intemporal, que tanto faz sentido na Espanha acossada por Franceses, Ingleses e o Vaticano [o filme é de resto uma história instantânea de Espanha entre o fim do século XVIII e o início do século XIX], como na américa latina dos anos 80 ou no leste europeu nos anos 90 ou no Iraque, Líbano e Afeganistão agora ou em África... all the time.
Goya's Ghosts é um retrato delicioso da opressão, do ego e da natureza humana em geral. E é isso que justifica o tempo usado a vê-lo [e o bilhete, que em Londres são uns belos 15 euros].
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05 maio 2007
A nova praça é a Net.

Manifestações que mudaram o mundo ocorreram, muitas vezes, em praças, que por vezes acabaram por ganhar o seu [ou um novo] nome.
A Internet é uma nova praça, á qual se alia a espionagem, não só por Estados e empresas, mas agora pelo comum dos cidadãos [não tão comum se tivermos em conta que tem de ser um nerd].
Um caso genial foi relatado hoje pelo DN, com o título 'Publicação de 'password' gera guerra na Internet'.
Como refere o artigo, 'A pirataria continua a ser o pão nosso de cada dia no mundo da Internet, dividindo duas opiniões distintas sobre ela e alimentando sucessivas batalhas no combate à actividade que é copiar ilegalmente'.
A ACCS administra o sistema de licenças de acesso a conteúdos digitais, sendo também responsável pela aplicação da legislação norte-americana em matéria de direitos de autor e de cópia.
Os novos discos HD DVD têm um código que permite a sua cópia.
Ao lado do Bluray, os HD DVD é um formato de filme em altadefinição, e um hacker conseguiu obter o código de cópia, com apenas seis dígitos.
A ACCS reconheceu isto no fim do ano passado e esta semana o Digg) publicou o texto de um utilizador que divulgava o código. Em uma hora, 15,000 pessoas leram o artigo.
O Digg apagou o texto mas, como refere o DN, os outros utilizadores do site, 'indignados, rapidamente encheram o site com variados textos que publicavam o número de código, os quais foram, também eles, apagados pelos editores da Digg. Mas aquilo que era mais previ- sível acabou mesmo por acontecer. Na segunda-feira passada, o efeito multiplicador do mundo internauta ficou visível. Milhares de páginas da Net e outros tantos blogues, vídeos e canções no You Tube mostravam o tão secreto código, agora sim alastrado a grandes proporções. No dia seguinte, o motor de busca da Internet Google mostrava 325 mil resultados de páginas que continham o código para piratear o formato audiovisual HD DVD'.
E assim acontece...
17 março 2006
Crush pelo Crash

Já falamos aqui do filme Crash, que parece ter sido a surpresa dos Óscares dos filmes de 2005.
Não ligamos nenhuma aos Óscares. Nem ficar a ver TV até às tantas, nem arrastar baba para vê-los ao vivo, nem ver os resultados nos jornais.
Desta vez -- ainda sem ver -- ligámos, pelas conversas que tem havido: é que o filme é mesmo bom.
'Vá lá'...
29 janeiro 2006
01 setembro 2004
30 julho 2004
Cinemateca
'Levaram-me' a ver um filme dos Monty Pyton. Deparámo-nos com uma fila interminável na bilheteira, meia hora antes do filme.
Avancei até à bilheteira, para saber se ainda havia muitos bilhetes: um papel afixado informava que a sessão Monty Pyton encontrava-se esgotada.
Saímos inconsoláveis.
Sorri para dentro: a renovação da Cinemateca ultapassou as minhas melhores expectativas; trouxe o Fellini on Fellini, da livraria...

... e a imagem da fila.
Como era bela aquela fila de rostos irrelevantes num mesmo objectivo. E em pleno Verão.
06 julho 2004
Seven pecados mortais: reflexão

SOMERSET
You tell me, then... you walk into an
apartment, and a man has beaten his wife to
death, or the wife murdered the husband,
and you have to wash the blood off their
children. You put the killer in jail. Who
won?
MILLS
You do your job...
SOMERSET
Where's the victory?
MILLS
You follow the law and do the best you can.
It's all there.
SOMERSET
Just know that in this case there's not
going to be any satisfaction. If we caught
John Doe and he were the devil himself, if
it turned out he were actually Satan, then,
that might live up to our expectations. No
human being could do these things, right?
But, this is not the devil. It's just a
man.
MILLS
Why don't you shut the fuck up for a while?
You bitch and complain... if I thought like
you, I would have slit my wrist already.
Somerset sits back, looking at Mills.
MILLS
You think you're preparing me for the hard
times ahead? You think you're toughening
me up? Well, you're not! You're quitting,
fine... but I'm staying.
SOMERSET
People don't want a champion. They just
want to keep playing the lottery and eating
hamburgers.
MILLS
What the fuck is wrong with you? What
burnt you out?
SOMERSET
It wasn't one thing, if that's what you
mean. I just... I can't live here anymore.
I can't live where stupidity is embraced
and nurtured as if it were a virtue.
MILLS
Oh, you're so much better than everyone,
right? No one's worthy of you.
SOMERSET
Wrong! I sympathize completely, because if
you can't win... then, if you don't ignore
everything and everyone around you, you...
you become like John Doe. It's easier to
beat a child than it is to raise it,
because it takes so much work to love. You
just have to make sure you don't stop to
think about the abuse, and the damage,
because you'll risk being sad. Keep
ignoring.
MILLS
You're talking about people who are
mentally ill. You're...
SOMERSET
No I'm not! I'm talking about common,
everyday life here. If you let yourself
worry about one thing, you'll worry about
the next, and the next, and it never ends.
In this place, ignorance isn't just bliss,
it's a matter of survival.
MILLS
Listen to yourself. You say, "the problem
with people is they don't care, so I don't
care about people." But, you're already
here. You've been here a long time. So,
there's a part of you that knows, even if
everything you say is true, none of it
matters.
SOMERSET
That part of me is dead.
Mills stands.
MILLS
You want me to agree with you: "Yeah,
you're right, Somerset. This is a fucked
place. Let's go live in a fucking log
cabin." Well, I don't agree with you.
You're giving up, and it makes me sick,
because you're the best I've ever seen.
in JUR.NAL
Se7en



