23 setembro 2007

Pormenores.



São sempre a razão do resultado. E os de facto, por mais expertise que se tenha, são mais relevantes. E ego, um trágico inimigo.

Assim acontece em Fracture.

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11 setembro 2007

Possível avô, alegado criminoso, e verdadeiro conoisseur.

Foi preso hoje o colombiano Diego Leon Montoya Sanchez, AKA Diego Montoya, AKA também por "Don Diego", "El Señor De La Guerra" e "El Ciclista".

Era um dos 'dez mais' do FBI e alegado maior traficante de coca.

Na mesma lista dos '10 mais', além do já clássico Bin Laden -- cujos estranhos vídeos não dão para perceber se existe -- surge um outro procurado pelo FBI referido também em português.



'Bulger é leitor ávido, interessado em história. Tem fama de frequentar bibliotecas e lugares históricos. Bulger toma um remédio para o coração chamado Atenolol (50 mg) e mantém sua forma física caminhando pelas praias e parques, com sua companheira Catherine Elizabeth Greig. Bulger e Greig amam os animais e é provável que frequentem os abrigos de animais. Sabe-se que Bulger tem se utilizado de disfarces para alterar sua aparência. Já viajou muito pelos Estados Unidos, Europa, Canadá e México.

ATENÇÃO

JAMES J. BULGER ESTÁ SENDO PROCURADO POR SUA PARTICIPAÇÃO EM INÚMEROS ASSASSINATOS, COMETIDOS ENTRE O INÍCIO DOS ANOS 70 E MEADOS DOS ANOS 80, RELACIONADOS COM SUA LIDERANÇA DE UM GRUPO DE CRIME ORGANIZADO QUE, SEGUNDO SE ALEGA, CONTROLAVA EXTORÇÃO, COMERCIALIZAÇÃO DE DROGAS E OUTRAS ATIVIDADES ILEGAIS NA ÁREA DE BOSTON, NO ESTADO DE MASSACHUSETTS. POSSUI TEMPERAMENTO VIOLENTO E TEM FAMA DE SEMPRE CARREGAR CONSIGO UMA FACA.

CONSIDERA-SE QUE SEJA EXTREMAMENTE PERIGOSO E QUE ANDE ARMADO'

É curiosa a diferença de decrição em letra normal e em maiúsculas, antes e depois do aviso 'ATENÇÃO'.

A julgar pela primeira parte, a bold, será uma companhia bem agradável.

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04 setembro 2004

o Crime Perfeito ?


O livro de M.J. MORGADO e J. VEGAR, O Inimigo sem Rosto, Fraude e corrupção em Portugal, continua a ser -- infelizmente -- 'o' livro sobre criminalidade económico financeira em Portugal [desde o contrabando à corrupção, passando pelo sempre ignorado branqueamento de capitais], com a vantagem de aliar rigor, enorme espírito de síntese, recurso a casos práticos, e ser de grande divulgação (2.ª edição com 22 mil exemplares).

O tema, a criminalidade económico-financeira, é ignorado em Portugal. Por medo social ou provincianismo científico, o assunto tem sido invisível nas universidades, nas livrarias, nos tribunais, nos noticíários. Mas não na realidade.




Como se refere na contracapa, 'são provavelmente aqueles que maiores danos causam aos Estados e aos seus cidadãos'. Pois como se diz no interior, esta criminalidade ataca os bens macro-sociais: 'a legalidade, a igualdade, a concorrência leal, a justa repartição de rendimentos e riquezas' (p.28).

Isto porque 'ao provocar fenómenos de caciquismo e compadrio na Administração Pública, impede o princípio da igualdade. Ao actuar no mercado com métodos ilegais e ocultos, alimenta a concorrência desleal. Ao apresentar ao fisco rendimentos fictícios, ou subtraindo-os à partida, impede qualquer esforço de justiça fiscal, e a justa repartição da riqueza' (p.29).

Este livro não me convenceu: confirmou mais uma vez o que para mim já são certezas de leituras anteriores (agora uma em português...) e conclusões da vida prática.



Estas 151 páginas merecem toda a nossa atenção. E depois, a respectiva acção.

Nem que seja um novo livro. Porque o tema, esse, não vai morrer tão cedo.

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