02 maio 2008

Tiepolo


no MNAA a partir de 17 de Maio.

é o seu 'A Deposição no Túmulo', adquirido pelo Estado a um particular em Portugal após 'lobbying' do grupo de amigos do Museu Nacional de Arte Antiga e vai ser apresentado no dia 16 à tarde, e no dia dos Museus, 18 de Maio, já todos poderão vê-lo.

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21 abril 2008


Hans MEMLING [1470-1480] O Martírio de S. Sebastião

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27 março 2008


Exmo. Senhor Presidente da República
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
Exmo. Senhor Primeiro-Ministro
Exma. Senhora Ministra da Educação
Exma. Senhora Ministra da Cultura
Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

Desde os anos 40 do século passado que não se têm efectuado obras no Salão Nobre do Conservatório Nacional, e 62 anos de constante utilização para concertos, audições e aulas deixaram as suas marcas, encontrando-se actualmente o Salão Nobre com um dos balcões laterais suportado por varões de ferro (para não cair), um número considerável de cadeiras totalmente destruídas, tectos com buracos, cortinas rasgadas, camarins em precárias condições, etc. Enfim num adiantado estado de degradação que ameaça chegar ao ponto de não retorno.

Como se trata de um equipamento cultural indispensável não só para as actividades do Conservatório Nacional mas também como pólo dinamizador não só do Bairro Alto mas de toda a cidade de Lisboa, desde há anos que, insistentemente, se reclama, aos organismos competentes, obras!, tendo mesmo sido publicado concurso público para esse efeito (DR - 3ª Série nº 239 de 15/12/2005 – Recuperação do Salão Nobre, galeria, palco, sub-palco, salas de apoio e cobertura-1ª fase - empreitada 135/05); o qual, no entanto, viria a ser subitamente cancelado (!) , não se sabendo até à data as razões desse cancelamento.

O salão Nobre do Conservatório Nacional com os seus magníficos tectos Malhoa não poderá aguentar mais tempo sem obras de recuperação.

É preciso salvá-lo sob pena de estarmos a pactuar num crime de lesa-património.

Os cidadãos subscritores desta petição apelam assim à sensibilidade de V.Exas. para que sejam tomadas as iniciativas necessárias e urgentes que permitam salvar o que tem que ser salvo.

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07 março 2008

Art Newspaper is out [&in]


A última edição do Art Newspaper é suculenta. Destacamos:

Tate buys Charles Saatchi's Chapman sculptures

British army to assist at cultural sites in Iraq

Hans Haacke sues city of Munich over lost work Archive

Found: paintings from the collection of Brazilian money launderer

Situation at the Baghdad Museum is bleak but looting decreases

Saddam’s statues should not be destroyed

International backing for Babylon

Fake Monet in Cologne

“One of the most important Egyptian antiquities to come to light for many years”

Museums raided in tax fraud and smuggling case

The proposed UK tax changes for foreign residents threaten public collections

Why we like art less when its price goes down

Florence’s proposed new tram divides opinion

Photo London cancelled


[Art Newspaper, Issue 189, March 2008]

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27 fevereiro 2008

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22 novembro 2007

Arte portuguesa na Sotheby's


De vez em quando acontece: lá aparece uma interessante peça portuguesa num leilão da Sotheby's ou Christie's, e alguns de nós ficam com alguma tentação em comprá-la e fazê-la voltar a Portugal.

Desta vez é o caso deste curioso cofre em tartaruga e estanho, com interessantes motivos florais de lado e uma personagem feminina bem divertida à frente.

Trata-se do lote 2 ['A PORTUGUESE-COLONIAL PEWTER MOUNTED AND ENGRAVED PEWTER INLAID TORTOISESHELL CASKET'], primeira metade do século XVII, com base de licitação em £4,000 [cerca de €6000] e estimativa de £6,000 [€9000], que vai 'à praça' em dia 4.12.2oo7 às 11 horas na Sotheby's em New Bond Street, Londres.

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03 novembro 2007


'It is this belief in the existence of an independent supra-individual collective spirit which seems to me to have blocked the emergence of a true cultural history'

E.H. GOMBRICH [1979] Ideals and Idols, Oxford: Phaidon, p.5o

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01 outubro 2007

A Anunciação.


Daniel ARASSE [1999] L'Annonciation italienne: Une histoire de perspective, Paris: Éditions Hazan

Um dos temas mais fantásticos na arte, mesmo para quem não é católico ou, sequer, religioso.

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13 setembro 2007

Edward Hopper em Washington


National Gallery of Art
4th St. @ Constitution Avenue Northwest 20565, Washington, EUA
+1 202 737 4215
Edward Hopper
16 Setembro de 2oo7 a 21 de Janeiro de 2oo8

Não fui, mas recomendo na mesma.

50 óleos, 25 aguarelas, 12 gravuras incluindo os famosos Nighthawks, 1942, Early Sunday Morning, 1930, e Automat, 1927.

imagem: Edward HOPPER [1939] New York Movie

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04 agosto 2007

A Petição sobre a directora do MNAA



Carta Aberta de Apoio a Dalila Rodrigues

e

petição disponível para subscrição aqui, e copiada abaixo:

O Museu Nacional de Arte Antiga, o mais importante Museu público português, foi dirigido, nos últimos três anos, por Dalila Rodrigues.

Neste período e sob esta direcção, o MNAA viu crescer o seu público, reforçar a componente mecenática do seu financiamento, foi objecto de importantes reestruturações no seu circuito, programa e perspectiva museológica. Posicionou-se, sob a direcção de Dalila Rodrigues como uma instituição aberta, dinâmica e capaz de responder às necessidades do seu tempo, cumprindo melhor a sua missão de preservar, divulgar e educar.

A exoneração da sua Directora pelo Ministério da Cultura só pode, portanto, ter outras razões que não a sua competência, dedicação e empenho. Também só pode resultar de uma total desconsideração, por parte dos responsáveis ministeriais, pelos resultados obtidos pelo Museu; como se o melhor cumprimento da missão que dá razão de ser ao MNAA fosse irrelevante.

Quais são, então, as razões para a exoneração de Dalila Rodrigues?

Evidentemente, resultam da posição pública que a Directora tomou em favor de uma maior autonomia da instituição, quer em termos administrativos e financeiros como em termos da sua programação.

Trata-se, tão somente, de seguir o caminho de outras instituições congéneres, como o Museu do Prado, ou o Museu do Louvre. Ou seja, trata-se de seguir o caminho que permite uma maior ligação à comunidade científica, prestar um melhor serviço ao público, desenvolver um plano educativo e de divulgação mais consistente, ter flexibilidade e construir laços com parceiros mecenáticos e institucionais. Enfim, o que hoje devemos esperar de um museu.

A prática dos actuais responsáveis do Ministério da Cultura pauta-se por outras prioridades: promover a obediência, concentrar a decisão, controlar ideologicamente as instituições.

No presente caso, com total desrespeito pela competência, pelos resultados, pelo arrojo. Estamos, assim, confrontados com uma mistura de autoritarismo e autismo, de populismo e controlo.

Os abaixo-assinados vêm, assim, insurgir-se contra esta forma de entender a política cultural, reclamando uma visão mais aberta, dialogante e moderna. Recusamos este centralismo e falta de visão de futuro.

Exigimos, enfim, que Portugal não desperdice o que tem de mais importante e raro: a competência, o rigor e a determinação dos responsáveis certos no lugar certo.

Este era, certamente, o caso de Dalila Rodrigues como Directora do Museu Nacional de Arte Antiga.

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03 agosto 2007

Reminder

Para os esquecidos, estejam onde estiverem.

Estamos em Portugal e somos portugueses. E temos uma Constituição.

Na Constituição temos o conjunto dos direitos e deveres enquanto cidadãos.

E temos a organização da nossa economia, sociedade, cultura, política e justiça.

Importa neste momento da vida nacional recordar que o artigo 2.º reconhece que 'a República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa'.

E que no artigo seguinte, se diz que 'A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática. A validade das leis e dos demais actos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição'.

É também tarefa fundamental do Estado, diz-nos o artigo 9.º, 'garantir os direitos e liberdades fundamentais e o respeito pelos princípios do Estado de direito democrático, defender a democracia política, assegurar e incentivar a participação democrática dos cidadãos na resolução dos problemas nacionais, [...] proteger e valorizar o património cultural do povo português'.

Pelo por mais 'engenharia constitucional' que se faça, não se pode fugir a isto sem fugir à lei, à legitimidade popular e àquilo a que podemos chamar de bom senso, boa educação e honestidade.

Era só para lembrar.

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MNAA


Hoje no Público:

"Vigília de descontentamento" em Lisboa pela saída da directora do Museu de Arte Antiga
[...]
Vigília de apoio a Dalila Rodrigues reuniu mais de 50 pessoas no Museu de Arte Antiga
02.08.2007 - 21h27 Joana Amaral Cardoso

Pouco antes das 19h, a vigília de apoio à directora exonerada do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) parecia esquálida, mas quando Dalila Rodrigues assomou à porta do museu, 35 minutos depois, as dezenas de apoiantes entretanto reunidos encheram o acesso do MNAA de aplausos e gritos de “Viva”, “Dalila, Dalila” e “Obrigada”. “Baralhada” e “sensibilizada” com a manifestação de apoio e “muito surpreendida” pelo seu afastamento, Dalila Rodrigues falou brevemente aos jornalistas e abandonou o local ladeada por colegas.

Mais de meia centena de pessoas - entre frequentadores e funcionários do MNAA, representantes do Grupo de Amigos do Museu, artistas, escritores, críticos culturais, políticos e responsáveis do sector artístico - foi-se juntando à porta do MNAA às 19h, com duas palavras em comum: solidariedade e protesto.

[...]

André Dourado, antigo assessor cultural do Governo de Durão Barroso, esteve na vigília para protestar contra “uma política incompreensível do Ministério da Cultura que penaliza a qualidade” e que vai “impondo uma mediania”. “É a quarta demissão deste tipo”, elencou, citando três casos prévios: o afastamento de António Lagarto do Teatro Nacional D. Maria II, de Paolo Pinamonti do Teatro São Carlos e de Rui Pereira do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas.

Cerca das 19h, Manuel Costa Cabral, director do Serviço de Belas Artes da Fundação Gulbenkian, ouviu comentários nostálgicos nos cafés do bairro. Diziam “que nunca viram o museu assim”, contou ao PÚBLICO, solidário com a directora e surpreendido pela “forma pouco clara” como a tutela geriu o afastamento da profissional.

Jorge Molder, director do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão (CAMJAP), elogiou o trabalho de “agitação” que recuperou “um museu que estava altamente clandestino” e criticou também a falta de “lisura” que pautou o processo e “que merece contestação”.

Luís Monteiro, presidente socialista da Junta de Freguesia de Santos-o-Velho, onde se situa o MNAA, e a quem Dalila Rodrigues chamou, à saída do museu, “o meu presidente”, classificou como “inacreditável a posição tomada pelo Governo” e vai enviar uma missiva à ministra em que tornará clara a sua "indignação". A saída da actual directora “vai sentir-se profundamente no bairro”, lamentou.

Um dos organizadores da vigília, o antiquário Álvaro Roquette, frisava que além das pessoas presentes, recebeu inúmeros e-mails do estrangeiro de comissários de arte e telefonemas de pessoas, ausentes em férias, que apoiavam a manifestação, que “não é uma tentativa de readmissão”. Foi sim um elogio à “melhor directora que o MNAA teve”, segundo o arquitecto Manuel Graça Dias.

Após a saída de Dalila Rodrigues do local, alguns colaboradores da directora suspiravam com desalento. Álvaro Roquette dizia apenas que a vigília foi “um sucesso” e que espera que “o próximo director (Paulo Henriques, que transita do Museu Nacional do Azulejo) continue o trabalho da actual directora. O arquitecto Manuel Graça Dias rematava que, no final deste processo que lhe causou “repulsa”, “resta o museu”. “E espero que reste um pouco de bom senso no Ministério da Cultura”.

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Portugal em Sevilha?

Contra as nossas férias e outros compromissos, e até o equilíbrio de conteúdos deste blog, esta está a ser uma semana de protestos como este.

Ao contrário de quem vive disso e até os provoca, fazêmo-lo com pesar. Não só pelo 'desequilíbrio de conteúdos' mas, sobretudo, por o país precisar deles.



'O Governo Português anunciou que irá encerrar o Consulado Geral de Portugal em Sevilha. Esse encerramento implica a perda de um Edifício Histórico Português, que foi construído para albergar o Pavilhão de Portugal na Exposição Universal de Sevilha de 1929 e cuja propriedade será devolvida ao Ayuntamiento de Sevilha.

Este Edifício Histórico está localizado no centro da cidade de Sevilha, ao lado do Hotel Alfonso XIII, um dos melhores de Espanha e é cobiçado por grandes interesses espanhóis e internacionais. Nós que o temos na mão, por direito, decidimos abandoná-lo.

Será que o Governo entende que temos demasiadas referências culturais portuguesas em Espanha?

Será que, decididamente, preferimos acabar com todos os símbolos nacionais? Como este que a Espanha nos cedeu gratuitamente há quase um século, no centro de uma das suas mais importantes e bonitas cidades?

Um Consulado não se mede só pelos serviços que presta. Conta por ser uma presença de um País numa cidade amiga. Uma cidade onde trabalham Portugueses, onde estudam Portugueses, onde se ensina o Português a centenas de estudantes espanhóis. Uma cidade Amiga. Por isso e por estar num Edifício Histórico Português, pode ser também uma Referência da Cultura Portuguesa, a melhor Marca de Portugal. Em Espanha.

Todo o Português que vai a Sevilha se orgulha de ver o seu País, a sua Imagem, o seu Símbolo no centro da Cidade-Monumento.

O Governo Português vai acabar com ele. E sem ganhar nada com isso. Provavelmente veremos em breve no seu interior uma delegação do Guggenheim ou do Rainha Sofia. É que os Espanhóis tratam bem o que têm.

Denuncie esta situação aos seus amigos. E se conhecer o Presidente da República, ou o Primeiro-Ministro envie-lhes também. Para que não digam que o Povo não os avisou. Não envie é para Amigos Espanhóis. Por vergonha.

Grupo Promotor do Círculo de Portugal em Sevilha'

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02 agosto 2007

HOJE às 19 HORAS: Apoio à direcção do Museu Nacional de Arte antiga


Nas Janelas Verdes.

Não ao delito de opinião.

Não à ignorância.

Sim à cultura.

Sim à competência.

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Directores de museu precisam-se


nos EUA, diz o Art Newspaper deste mês:

'There are currently over two dozen major US museums looking for new directors, more than at any time in the past 20 years. Museum professionals think that the number of posts may be difficult to fill especially as fundraising has become such an essential part of the job. The majority of the vacancies are in the Midwest, including the Museum of Contemporary Art in Chicago, the Milwaukee Art Museum, the Minneapolis Institute of Arts and the Walker Art Center. The Kimbell Art Museum, the Contemporary Arts Museum Houston, the Blanton Museum of Art, and the Nasher Sculpture Center, all in Texas, are looking for directors. On the West Coast, the Asian Art Museum of San Francisco, the Santa Barbara Art Museum and the Henry Art Gallery in Seattle are searching for chief executives. The Smithsonian Institution is searching for a new chief executive and the National Portrait Gallery in Washington, DC, the Wadsworth Atheneum in Hartford and the Pennsylvania Academy of the Fine Arts in Philadelphia are also looking for new heads.
[...]

Não imagino Dalila Rodrigues num deles, mas não deixava de ser interessante vê-la a ser convidada por uma boa fundação portuguesa ou um bom museu europeu. E a aceitar, uma vez que o Governo parece não a querer. Era uma bela move. Para ela; não para o país. Mas a verdade é que não foi ela que se 'afastou' do cargo de directora do MNAA.

Ler aqui a entrevista da Professora Dalila Rodrigues ao SOL.

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31 julho 2007

Van Mieris



Com 350 anos, este quadro do melhor que há da pintura holandesa, foi roubado no dia 10 de Junho do museu de New South Wales, em Sydney, Austrália, enquanto aberto ao público.

Crê-se que o retratado é o próprio Van Mieris e o quadro entrou esta semana nos 10 mais procurados pelo FBI, que desde Novembro de 2oo5 que aplica à arte o famoso tratamento dos 10 Most Wanted Criminals, tendo já ajudado a recuperar cerca de 850 obras de arte roubadas. Entre elas, destaco cerca de 1oo [cem!] quadros de uma casa na Florida, incluindo Picassos, Rothkos e Matisses...

O Van Mieris substitui nesta lista um quadro de Goya, pintado em 1778 e recuperado pelo FBI em Newark.

O Goya 'Criança com carro' tinha sido roubado de uma carrinha de transporte de valores que levava o quadro de um museu no Ohio para o Gugenheim de Nova York.

Se virem o quadro, já sabem de onde vem... e têm o privilégio de saber para onde foi.

Frans VAN MIERIS I [1657-1659] Um cavaleiro [auto-retrato]

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27 julho 2007

5o anos de arte portuguesa


A celebrar os 5o anos da Fundação, os últimos 5o anos de arte em Portugal...

A não perder.

actividades paralelas > programa

A exposição divide-se pela sala de exposições temporárias que une o edifício da administração ao do museu e biblioteca e a sala de exposições temporárias junto ao bengaleiro dos auditórios. É especialmente interessante como análise de percurso e percepção das obras iniciais de muitos artistas ainda no activo e suas obras iniciais, bem como a divulgação de artistas portugueses de grande qualidade afastados do grande público [muitos deles bolseiros da FCG]. Inclui quadros, instalações, vídeos e objectos.

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25 julho 2007


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Inferno
1510-20
MNAA

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28 junho 2007

Jantar anual dos amigos do MNAA


Foi na data do costume, mas num sítio nada do costume: em vez do simpático jardim do museu, o átrio da nova entrada e os 'passos perdidos' que não sabia, mas vim a saber, que é usado para designar o átrio da biblioteca e sala de conferências.

A faixa etária continua nuns desagradáveis 50 ou 60 e era importante manter os que estão, mas adicionar caras novas, em aspecto, espírito e financiamento para o museu.

Os temas de conversa [na minha mesa] foram este ano fracos e típicos de evento social cinza: desde esclerose múltipla até viagens, passando pelas ainda mais habituais conversas sobre meteorologia.

A razão pela qual fui ao jantar é simples: manter [ou recriar] a vida no museu, apoiar o seu financiamento e manutenção, como elemento essencial do património de Lisboa, Portugal e Europa, e sobretudo como colecção extraordinária de arte de grande qualidade, irrepetível e sem igual em Portugal e na maioria dos pontos do globo.

Lamentei por isso a observação que ouvi, de um senhor que ao ser-lhe servido um vinho num copo errado resmungou 'não paguei para isto'.

Se é certo que o valor que o senhor terá pago não é baixo, a causa também não o é: porque no jantar do MNAA não se paga um preço contra a prestação de um serviço -- faz-se uma doação para manter o museu.

O resto, como o jantar, os 'goodies', as bebidas, ou outra coisa qualquer, é meramente acessório e, em regra, oferecido por patrocinadores.

O que este senhor não consegue ver é aquilo que me faz ir a um jantar a pessoas aborrecidas como ele. Mesmo que ele tivesse [e tinha] razão quanto à porcaria do copo.

imagem: capa da Economist com quadro 'O Inferno', da coleccção do MNAA.

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