02 maio 2008

Tiepolo


no MNAA a partir de 17 de Maio.

é o seu 'A Deposição no Túmulo', adquirido pelo Estado a um particular em Portugal após 'lobbying' do grupo de amigos do Museu Nacional de Arte Antiga e vai ser apresentado no dia 16 à tarde, e no dia dos Museus, 18 de Maio, já todos poderão vê-lo.

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27 fevereiro 2008

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16 novembro 2007

No MNAA:

05 agosto 2007

O Ministério da Cultura, esse reincidente.

Delfim Sardo é um grande nome da arte contemporânea em Portugal e o internediário dos artistas / obras e das pessoas que visitam as exposições que organiza.

Desta vez foi o criador de uma petição online, que referimos há dias, e que hoje ia nas 800 e tal assinaturas a favor de Dalila Rodrigues, reconhecendo o seu trabalho no MNAA e questionando o Governo sobre as motivações políticas da decisão. Porque técnicas, já o director do Instituto de Museus esclareceu, não foram.

É interessante recordar e ver a própria história de Delfim Sardo no CCB e dos seus sucessores, para verporque não foi afastado do cargo [porque se demitiu?], quais as razões da sua demissão e das suas sucessoras.

Lia-se no DN de 5.11.2oo5:

'Delfim Sardo, director do Centro de Exposições do CCB em funções desde Maio de 2003, demitiu-se por entender que o seu projecto "era ambicioso e necessitava de outra relação de confiança" com o Conselho de Administração (CA). A sua carta, datada de 28 de Outubro, terá chegado quarta-feira às mãos dos administradores, abrindo assim mais uma crise na gestão no CCB, que em Dezembro deverá apresentar a programação para 2006.

"Sabia que havia divergências, não sabia mais nada", diz ao DN Margarida Veiga, que foi indigitada há um mês para o CA, em substituição de Guta Moura Guedes. Segundo a assessora do Ministério da Cultura, a arquitecta e ex-directora do Centro de Exposições (de 1996 a 2003) entrará em funções, "em princípio, na próxima semana". Fraústo da Silva, presidente do CA, está em Macau durante 15 dias. E Isabel Trigo de Morais, actualmente a única vogal na administração, não quis comentar esta demissão.

O CCB tem para 2006 uma dotação estatal de oito milhões de euros e deverá gerar outro tanto em receitas próprias. Dizendo só que o seu orçamento é "muito penalizador" - na ordem dos 600 a 500 mil euros, conforme avançado pelo DN e ontem noticiado pelo Público -, Delfim Sardo garante que a sua decisão foi "reflectida" e não se prendeu apenas com o corte de dois terços (em relação a este ano) nas verbas para exposições, o que inviabiliza grandes mostras e projectos de produção própria. "Não estava construída uma relação de confiança entre mim e a administração que permitisse desenvolver um projecto, e não sentia apoio por parte da administração", afirma ao DN.

Delfim Sardo ficará mais "dois meses", para "resolver problemas correntes", e diz que "é necessária uma profunda remodelação do modelo do CCB".

À pergunta sobre se as suas opções são demasiado arrojadas para o CA, responde que sai no momento em que se revê numa programação "com capacidade de risco, que aposta em nomes menos conhecidos e propostas próprias". E defende a transformação do Centro de Exposições num Museu de Arte Contemporânea, com autonomia face ao CA e "capacidade para fazer exposições temporárias mas também para seduzir coleccionadores privados, ter depósitos permanentes e parcerias com instituições congéneres".

Recorde-se que esta demissão ocorre um ano depois da convulsão gerada pela exoneração, a pedido de Fraústo da Silva, dos administradores Miguel Vaz e Adelaide Rocha. Por "graves e continuadas tensões e divergências, reconheceu na altura o ministério. Miguel Vaz esteve no cargo oito meses - substituíra Francisco da Motta Veiga, demitido pela tutela em 2004, que ao DN admitiu então a existência de "elementos de bloqueio" no CCB. E Adelaide Rocha estava na equipa de Fraústo da Silva desde 1996.

Sucederam-lhes Isabel Trigo de Morais e Guta Moura Guedes, que saiu há um mês. "Delfim Sardo é um homem inteligente, persistente, e um curador e teórico de elevado calibre", afirma Moura Guedes ao DN, escusando-se, porém, a comentar "o que se passa dentro do CCB". O Ministério da Cultura, "para já", também não comenta'.

Entretanto apareceu Mega Ferreira, que curiosamente também se demitiu...

Delfim Sardo não era o 'administrador', mas o 'director'. Mas não deixa de ser curioso que a natureza dos problemas é sempre igual. E em todos estes casos, a qualidade da cultura servida aos portugueses é que perde.

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Azulejo + ? - Arte Antiga.

Uma amiga comentava que ja sabemos quem vai para o MNAA, mas o que interessa e saber quem vai para o Museu do Azulejo. Para ela, e nessa nomeacao -- nesse eventual boy -- que reside o 'cerne' da 'polemica MNAA'.

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04 agosto 2007

A Petição sobre a directora do MNAA



Carta Aberta de Apoio a Dalila Rodrigues

e

petição disponível para subscrição aqui, e copiada abaixo:

O Museu Nacional de Arte Antiga, o mais importante Museu público português, foi dirigido, nos últimos três anos, por Dalila Rodrigues.

Neste período e sob esta direcção, o MNAA viu crescer o seu público, reforçar a componente mecenática do seu financiamento, foi objecto de importantes reestruturações no seu circuito, programa e perspectiva museológica. Posicionou-se, sob a direcção de Dalila Rodrigues como uma instituição aberta, dinâmica e capaz de responder às necessidades do seu tempo, cumprindo melhor a sua missão de preservar, divulgar e educar.

A exoneração da sua Directora pelo Ministério da Cultura só pode, portanto, ter outras razões que não a sua competência, dedicação e empenho. Também só pode resultar de uma total desconsideração, por parte dos responsáveis ministeriais, pelos resultados obtidos pelo Museu; como se o melhor cumprimento da missão que dá razão de ser ao MNAA fosse irrelevante.

Quais são, então, as razões para a exoneração de Dalila Rodrigues?

Evidentemente, resultam da posição pública que a Directora tomou em favor de uma maior autonomia da instituição, quer em termos administrativos e financeiros como em termos da sua programação.

Trata-se, tão somente, de seguir o caminho de outras instituições congéneres, como o Museu do Prado, ou o Museu do Louvre. Ou seja, trata-se de seguir o caminho que permite uma maior ligação à comunidade científica, prestar um melhor serviço ao público, desenvolver um plano educativo e de divulgação mais consistente, ter flexibilidade e construir laços com parceiros mecenáticos e institucionais. Enfim, o que hoje devemos esperar de um museu.

A prática dos actuais responsáveis do Ministério da Cultura pauta-se por outras prioridades: promover a obediência, concentrar a decisão, controlar ideologicamente as instituições.

No presente caso, com total desrespeito pela competência, pelos resultados, pelo arrojo. Estamos, assim, confrontados com uma mistura de autoritarismo e autismo, de populismo e controlo.

Os abaixo-assinados vêm, assim, insurgir-se contra esta forma de entender a política cultural, reclamando uma visão mais aberta, dialogante e moderna. Recusamos este centralismo e falta de visão de futuro.

Exigimos, enfim, que Portugal não desperdice o que tem de mais importante e raro: a competência, o rigor e a determinação dos responsáveis certos no lugar certo.

Este era, certamente, o caso de Dalila Rodrigues como Directora do Museu Nacional de Arte Antiga.

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03 agosto 2007

O 'efeito' Professora Doutora Dalila Rodrigues


nos acessos ao blog Lorenzetti é impressionante.

A atenção que Lorenzetti dedicou ao caso foi causa e consequência da atenção do público e dos leitores do blog.

De acordo com o Sitemeter, Lorenzetti teve 94 acessos no dia em que a saída de Dalila Rodrigues do MNAA se tornou notícia, e que ultrapassa largamente as 60 pessoas que estiveram presentes -- incluindo Lorenzetti -- no MNAA na vigília do mesmo dia, quinta feira, 2 de Agosto de 2oo7.

Embora 94 acessos não sejam muito comparados com acessos a blogs mais populares -- caso óbvio do Abrupto, por exemplo -- trata-se de um aumento substancial, visto que nos dois dias anteriores, dia 31 e dia 1, os acessos foram 59 em cada, e no dia 30, os acessos tinham sido apenas 41.

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MNAA


Hoje no Público:

"Vigília de descontentamento" em Lisboa pela saída da directora do Museu de Arte Antiga
[...]
Vigília de apoio a Dalila Rodrigues reuniu mais de 50 pessoas no Museu de Arte Antiga
02.08.2007 - 21h27 Joana Amaral Cardoso

Pouco antes das 19h, a vigília de apoio à directora exonerada do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) parecia esquálida, mas quando Dalila Rodrigues assomou à porta do museu, 35 minutos depois, as dezenas de apoiantes entretanto reunidos encheram o acesso do MNAA de aplausos e gritos de “Viva”, “Dalila, Dalila” e “Obrigada”. “Baralhada” e “sensibilizada” com a manifestação de apoio e “muito surpreendida” pelo seu afastamento, Dalila Rodrigues falou brevemente aos jornalistas e abandonou o local ladeada por colegas.

Mais de meia centena de pessoas - entre frequentadores e funcionários do MNAA, representantes do Grupo de Amigos do Museu, artistas, escritores, críticos culturais, políticos e responsáveis do sector artístico - foi-se juntando à porta do MNAA às 19h, com duas palavras em comum: solidariedade e protesto.

[...]

André Dourado, antigo assessor cultural do Governo de Durão Barroso, esteve na vigília para protestar contra “uma política incompreensível do Ministério da Cultura que penaliza a qualidade” e que vai “impondo uma mediania”. “É a quarta demissão deste tipo”, elencou, citando três casos prévios: o afastamento de António Lagarto do Teatro Nacional D. Maria II, de Paolo Pinamonti do Teatro São Carlos e de Rui Pereira do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas.

Cerca das 19h, Manuel Costa Cabral, director do Serviço de Belas Artes da Fundação Gulbenkian, ouviu comentários nostálgicos nos cafés do bairro. Diziam “que nunca viram o museu assim”, contou ao PÚBLICO, solidário com a directora e surpreendido pela “forma pouco clara” como a tutela geriu o afastamento da profissional.

Jorge Molder, director do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão (CAMJAP), elogiou o trabalho de “agitação” que recuperou “um museu que estava altamente clandestino” e criticou também a falta de “lisura” que pautou o processo e “que merece contestação”.

Luís Monteiro, presidente socialista da Junta de Freguesia de Santos-o-Velho, onde se situa o MNAA, e a quem Dalila Rodrigues chamou, à saída do museu, “o meu presidente”, classificou como “inacreditável a posição tomada pelo Governo” e vai enviar uma missiva à ministra em que tornará clara a sua "indignação". A saída da actual directora “vai sentir-se profundamente no bairro”, lamentou.

Um dos organizadores da vigília, o antiquário Álvaro Roquette, frisava que além das pessoas presentes, recebeu inúmeros e-mails do estrangeiro de comissários de arte e telefonemas de pessoas, ausentes em férias, que apoiavam a manifestação, que “não é uma tentativa de readmissão”. Foi sim um elogio à “melhor directora que o MNAA teve”, segundo o arquitecto Manuel Graça Dias.

Após a saída de Dalila Rodrigues do local, alguns colaboradores da directora suspiravam com desalento. Álvaro Roquette dizia apenas que a vigília foi “um sucesso” e que espera que “o próximo director (Paulo Henriques, que transita do Museu Nacional do Azulejo) continue o trabalho da actual directora. O arquitecto Manuel Graça Dias rematava que, no final deste processo que lhe causou “repulsa”, “resta o museu”. “E espero que reste um pouco de bom senso no Ministério da Cultura”.

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02 agosto 2007

HOJE às 19 HORAS: Apoio à direcção do Museu Nacional de Arte antiga


Nas Janelas Verdes.

Não ao delito de opinião.

Não à ignorância.

Sim à cultura.

Sim à competência.

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Directores de museu precisam-se


nos EUA, diz o Art Newspaper deste mês:

'There are currently over two dozen major US museums looking for new directors, more than at any time in the past 20 years. Museum professionals think that the number of posts may be difficult to fill especially as fundraising has become such an essential part of the job. The majority of the vacancies are in the Midwest, including the Museum of Contemporary Art in Chicago, the Milwaukee Art Museum, the Minneapolis Institute of Arts and the Walker Art Center. The Kimbell Art Museum, the Contemporary Arts Museum Houston, the Blanton Museum of Art, and the Nasher Sculpture Center, all in Texas, are looking for directors. On the West Coast, the Asian Art Museum of San Francisco, the Santa Barbara Art Museum and the Henry Art Gallery in Seattle are searching for chief executives. The Smithsonian Institution is searching for a new chief executive and the National Portrait Gallery in Washington, DC, the Wadsworth Atheneum in Hartford and the Pennsylvania Academy of the Fine Arts in Philadelphia are also looking for new heads.
[...]

Não imagino Dalila Rodrigues num deles, mas não deixava de ser interessante vê-la a ser convidada por uma boa fundação portuguesa ou um bom museu europeu. E a aceitar, uma vez que o Governo parece não a querer. Era uma bela move. Para ela; não para o país. Mas a verdade é que não foi ela que se 'afastou' do cargo de directora do MNAA.

Ler aqui a entrevista da Professora Dalila Rodrigues ao SOL.

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Quem se mete com o PS, leva?


Foi esta a sugestão, citando o famoso 'homem do aparelho' Jorge Coelho, feita por uma deputada do Bloco de Esquerda na Comissão de Educação do Parlamento, aquando da audição da ministra da educação, sobe o 'caso Charrua', o professor afastado por alegadamente ter dito uma piada de mau gosto sobre o Presidente do Conselho...

E é esta a ideia que fica se o PS / Governo nada fizerem para contrariar esta ideia. Isso é mau para o PS, para o Governo e sobretudo para o país.

Agora o governo veio demitir aquela que é na Cultura o equivalente de Maria José Morgado na Justiça: Dalila Rodrigues, directora do Museu de Arte Antiga.

Da mesma forma que as acusações subiram em flecha e os arquivamentos desceram -- num claro aumento de eficiência processual em sectores conhecidos como largamente corruptos -- com Morgado, com Dalila Rodrigues o MNAA mais que duplicou o número de visitantes e deu um forte empurrão às receitas do museu.

Como refere o Expresso, 'Depois de ontem à tarde a directora do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), Dalila Rodrigues, ter inaugurado com êxito a exposição "Tapetes em Portugal", a tutela chamou-a hoje de manhã para lhe comunicar que não seria convidada para nova comissão de serviço. "Sinto-me ofendida", disse ao Expresso Dalila Rodrigues. "Este é simplesmente o afastamento de uma pessoa que expressou livremente o seu pensamento", continua. A ex-directora do MNAA foi a primeira e única a discordar abertamente do actual modelo de gestão dos museus nacionais, para os quais defendia uma autonomia financeira. "O meu contributo era no plano das ideias e sinto-me tristíssima que neste país já ninguém possa expressar a sua opinião. De repente tornei-me incómoda".

[...] A única razão invocada por Bairrão Oleiro para a não continuidade de Dalila Rodrigues à frente do MNAA foi a sua posição face ao modelo de gestão.

[...] A ex-directora do MNAA não deixa de levantar a mesma critica à tutela e acusa o Ministério da Cultura de uma "total incapacidade para encontrar um modelo de gestão adequado".

Durante a sua gestão, iniciada em Setembro de 2004, o Museu Nacional de Arte Antiga duplicou o número de visitantes. Em 2003 passaram pelo museu das Janelas Verdes 71.973, em 2006 os visitantes foram 192.452. Pela mesma ordem de comparação, antes e depois da sua direcção, as receitas da instituição passaram de 250 mil euros, em 2003, para um milhão e 109 mil euros, em 2006.

"Os resultados são estes. Estão à vista de todos. Apesar de, para o dr. Oleiro, o meu tenha sido um bom trabalho de divulgação. Até dos tectos todos a cair e actualmente completamente restaurados se esqueceu", adianta ainda e vai mais longe: "Em finais de Março deste ano, quando Paolo Pinamonti foi afastado do S. Carlos, alguém me avisou que a próxima a ser convidada a sair seria eu, não quis acreditar. Mas, de facto, ambos tínhamos discordado da tutela", comenta ainda Dalila Rodrigues, que, já em casa, passou todo o dia de hoje a receber telefonemas de anónimos e amigos do museu que lhe quiseram manifestar todo o apoio. A onda de solidariedade pode mesmo vir a ser semelhante à que juntou várias individualidades em defesa do ex-director artístico do S. Carlos.

O Ministério da Cultura não comenta a decisão. Entretanto, já fez saber que em substituição de Dalila Rodrigues, cuja comissão de serviço terminaria em Novembro, dirigirá o MNAA Paulo Henriques, transitando do Museu do Azulejo'.

O DN, por sua vez, refere que 'A historiadora é reconhecida, pelo meio artístico e cultural, como grande dinamizadora do mais importante dos museus portugueses. Organizou grandes exposições e eventos, como "De Fra Angelico a Bonnard- Colecção Rau" e as famosas festas da Noite dos Museus. Fez subir o número de visitantes de uma média de 75 mil para 192 mil (em 2006). E captou mecenato para actividades e obras de remodelação.

[...]

"Face à discordância profunda que Dalila Rodrigues manifestou em relação ao modelo de gestão, e como a nova lei orgânica [do IMC] não contempla as condições que colocou para ficar - autonomia financeira e dependência directa da ministra -, entendi que não se justificava propor nova comissão de serviço", argumenta.

Dalila Rodrigues mostra-se ainda "indignada" por ter tido este ano apenas 360 mil dos 500 mil euros de mecenato que "angariou" junto do Millennium bcp. Bairrão Oleiro responde que o acordo foi discutido antes da chegada da directora do MNAA, que há 600 mil euros/ano para repartir, até 2008, com o Museu Soares dos Reis, e que "não há qualquer compromisso de afectação" de verbas.

O futuro director do MNAA, Paulo Henriques, considera "prematuro" avançar eixos programáticos sem ter "a percepção do terreno". Aceitou o cargo por ser "estimulante", mas escusa-se a comentar o afastamento de Dalila Rodrigues'.

Ou seja, nomeou-se um director que estava a desenvolver trabalho noutro museu [suponho que bem], de forma inopinada, sendo pelas suas declarações claro que não sabe o que vai fazer e qual a situação do MNAA, a mais importante galeria de arte em Portugal.


No SOL, lê-se 'Dalila Rodrigues, acerca do seu afastamento, lembra um episódio recente: «Quando o Pinamonti foi demitido, a Clara Ferreira Alves, no Eixo do Mal, disse: ‘Só falta agora a Dalila Rodrigues ser demitida do Museu de Arte Antiga, porque trabalha, tem ideias e apresenta resultados’»'.

Lorenzetti recorda a nomeação de Dalila Rodrigues, em 30.9.2oo4:

'A Ministra da Cultura nomeou a Doutora Dalila Rodrigues para Directora do Museu Nacional de Arte Antiga, em despacho assinado ontem. A Doutora Dalila Rodrigues substitui o Dr. José Luís Porfírio, que abandona o cargo por motivo de aposentação.

Dalila Rodrigues é directora do Museu Grão Vasco, desde Março de 2001, e Professora Coordenadora do Instituto Superior Politécnico de Viseu. Doutorada em História de Arte pela Universidade de Coimbra e investigadora especializada em História de Pintura Portuguesa, tem desenvolvido uma longa actividade docente e participado em diversos projectos de investigação, alguns deles nos EUA, com o apoio da Comissão Luso-Americana, e na Índia, com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.

José Luís Porfírio dedicou mais de 30 anos ao Museu Nacional de Arte Antiga, onde exerceu a função de Conservador, antes de assumir a Direcção. Em reconhecimento do seu profissionalismo na salvaguarda e divulgação do património cultural português, assim como da sua elevada dedicação ao serviço público, a Ministra da Cultura deliberou atribuir-lhe a Medalha de Mérito Cultural. José Luís Porfírio foi nomeado Director do MNAA em Fevereiro de 1996, cargo que exerce até ao dia 30 de Setembro de 2004'.

Aquela que tem sido considerada como a mais competente e mediática [rara combinação] directora de museu em Portugal -- e sei-o pela relação de patrocínio que tenho com o Museu, e nenhuma relação pessoal com Dalila Rodrigues -- não só não recebe tal medalha, como é afastada do cargo.

Assim acontece a quem ousa ser competente neste país à beira-mar plantado.

Continuamos a ter elites políticas saloias, de secretaria, que afastam quem tem indiscutível qualidade. Apenas por ter uma opinião diversa quanto à gestão financeira do museu -- opinião essa válida em museus de referência, sendo o Prado, aqui bem ao lado, um caso de sucesso -- a directora do MNAA é afastada.

Não insultou, sequer, o primeiro-ministro.
Nem criticou a tutela. Limita-se a ter um opinião diversa.

Mais claro não podia ser: estamos perante um caso de delito de opinião, bem mais evidente que os que andam a discutir-se um pouco por todo o país.

Mais do que a liberdade de expressão e sobretudo de pensamento, está em causa o futuro do nosso património cultural. Que uma vez perdido, nem com revoluções se recupera.

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27 julho 2007

25 julho 2007


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Inferno
1510-20
MNAA

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19 julho 2007

Portugal: a cultura do pato bravo.


'Os vestígios e as estruturas' [ver abaixo] como esta, estão em risco. Neste caso concreto, a capela do MNAA, pouco mais de um ano volvido da fotografia, parecem existir infiltrações e parcial desabamento do tecto da capela, que teve de ser encerrada e não foi incluída na apresentação das renovações levadas a cabo este ano no MNAA [e mesmo assim sem grande apoio público, sendo grande parte das obras financiada pela própria construtora civil conhecida da directora do MNAA].

Enquanto isso, constroem-se estádios e planeiam-se aeroportos.




Candida HÖFFER, 09.09. - 28.10.2006

Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa I 2005, 2005
Ed.: 3/6
C-Print
252,4 x 205 cm

Em 2005 o CCB convidou a fotógrafa alemã Candida Höfer a visitar Portugal, para fotografar interiores de monumentos e edifícios públicos e privados portugueses.

As visitas decorreram entre Outubro de 2005 e Julho de 2006, e o resultado foi a série Portugal, que inclui cerca de 70 fotografias inéditas de grande formato com imagens dos interiores do Panteão Nacional, Mosteiro dos Jerónimos, Convento de Mafra, Sociedade de Geografia, Biblioteca Nacional, Palácio de Belém, Biblioteca e Palácio Nacional da Ajuda, Fundação de Serralves, Casa da Música, Coliseu do Porto e Biblioteca da Universidade de Coimbra, entre outros.

Candida Höfer elegeu o espaço como tema central da sua obra, 'espaços onde, apesar de ausente, o Homem marca presença constante através dos vestígios que deixou e estruturas que criou', como se lê no catálogo do CCB.

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28 junho 2007

Jantar anual dos amigos do MNAA


Foi na data do costume, mas num sítio nada do costume: em vez do simpático jardim do museu, o átrio da nova entrada e os 'passos perdidos' que não sabia, mas vim a saber, que é usado para designar o átrio da biblioteca e sala de conferências.

A faixa etária continua nuns desagradáveis 50 ou 60 e era importante manter os que estão, mas adicionar caras novas, em aspecto, espírito e financiamento para o museu.

Os temas de conversa [na minha mesa] foram este ano fracos e típicos de evento social cinza: desde esclerose múltipla até viagens, passando pelas ainda mais habituais conversas sobre meteorologia.

A razão pela qual fui ao jantar é simples: manter [ou recriar] a vida no museu, apoiar o seu financiamento e manutenção, como elemento essencial do património de Lisboa, Portugal e Europa, e sobretudo como colecção extraordinária de arte de grande qualidade, irrepetível e sem igual em Portugal e na maioria dos pontos do globo.

Lamentei por isso a observação que ouvi, de um senhor que ao ser-lhe servido um vinho num copo errado resmungou 'não paguei para isto'.

Se é certo que o valor que o senhor terá pago não é baixo, a causa também não o é: porque no jantar do MNAA não se paga um preço contra a prestação de um serviço -- faz-se uma doação para manter o museu.

O resto, como o jantar, os 'goodies', as bebidas, ou outra coisa qualquer, é meramente acessório e, em regra, oferecido por patrocinadores.

O que este senhor não consegue ver é aquilo que me faz ir a um jantar a pessoas aborrecidas como ele. Mesmo que ele tivesse [e tinha] razão quanto à porcaria do copo.

imagem: capa da Economist com quadro 'O Inferno', da coleccção do MNAA.

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15 maio 2007

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13 maio 2007

Arte para Criancas


No Serviço de Educação do Museu Nacional de Arte Antiga, que retoma neste mês de Maio as Oficinas de Domingo destinadas a crianças.

Partindo de um tema geral serão abordadas as diversas Colecções em oficinas diferentes todas as semanas, num espaço requalificado para esta finalidade.

Apesar do precioso apoio do Grupo dos Amigos do MNAA a participação de cada criança obriga a uma comparticipação de 5€, numa tentativa de cobrir despesas com recursos humanos e materiais.

Mais uma vez contamos com a colaboração de todos!

O Serviço de Educação


Oficinas de Domingo
13, 20 e 27 de Maio || 10, 17 e 24 de Junho - 15h30-17h30
“O mundo encantado do Museu”
No mundo do Museu a magia paira no ar mas só o olhar curioso a vê… Traz a tua imaginação! Vem, connosco, descobrir e criar mais encantamentos! Em cada semana uma oficina diferente!
Destinadas a crianças dos 6 aos 12 anos.
Inscrições a partir do dia 28 de Maio através do telefone 213912824. Preço: 5 € por criança.

Imagem: Jean DUBUFFET [1947]
Dhôtel nuancé d'abricot

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29 março 2007

Genial.

Pintura e Escultura Medieval do Museu Nacional de Varsóvia (séculos XII-XVI)
1 de Março a 17 de Junho de 2007

Além do número impressionante de peças, uma qualidade e conservação excepcionais, a merecer visita[s].

MNAA

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13 março 2006

Desenhos do Renascimento e do Barroco em Lisboa


Falámos aqui de como é raro e necessário animar os museus, sem que esse animar seja a pedagogia parva do costume.

No final de Fevereiro recebemos e aceitámos um convite de origem misteriosa: a inauguração de uma exposição bem interessante no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa [MNAA].

A origem do convite [ou melhor, como descobriram Lorenzetti e a sua morada] é um mistério, mas aceitámos de bom grado a ideia, e lá respondemos ao Museu com a nossa presença.

Numa sexta feira às 18h e com chuva, e um cocktail bem modesto, o número de pessoas espantou pela positiva [ainda que a média de idades devesse ser uns 40].

O balanço global é positivo, tanto da iniciativa, como da forma como decorreu, como da exposição, que muito se recomenda, sobretudo os desenhos sobre papel colorido, que foi uma forma [possivelmente involuntária] dos autores contornarem a traição dos 500 anos de idade de alguns dos desenhos:


Grandes Mestres do Desenho na Colecção do MNAA
24 de Fevereiro a 22 de Abril

Numa exposição que reúne 270 desenhos da colecção do MNAA, cronologicamente situados entre finais do séc. XV e meados do séc. XIX, mostram-se alguns dos mais significativos mestres do desenho europeu.

Esta exposição abre portas a uma série de aguardadas 'mega-exposições' internacionais no MNAA que, quem sabe, serão um regresso à[ou um ultrapassar da] qualidade que marcou a abertura do CCB e que -- por falta de fundos, disse-nos um programador -- acabou por esvair-se, em igual.




Camillo PROCACCINI [1550-1629] São Mateus e o anjo
Desenho a traço e aguada de sépia, realçado a branco, sobre papel azul.

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