22 novembro 2007

Arte portuguesa na Sotheby's


De vez em quando acontece: lá aparece uma interessante peça portuguesa num leilão da Sotheby's ou Christie's, e alguns de nós ficam com alguma tentação em comprá-la e fazê-la voltar a Portugal.

Desta vez é o caso deste curioso cofre em tartaruga e estanho, com interessantes motivos florais de lado e uma personagem feminina bem divertida à frente.

Trata-se do lote 2 ['A PORTUGUESE-COLONIAL PEWTER MOUNTED AND ENGRAVED PEWTER INLAID TORTOISESHELL CASKET'], primeira metade do século XVII, com base de licitação em £4,000 [cerca de €6000] e estimativa de £6,000 [€9000], que vai 'à praça' em dia 4.12.2oo7 às 11 horas na Sotheby's em New Bond Street, Londres.

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14 outubro 2007

Expresso


Esta semana [13.10.2oo7] o Expresso está de parabéns por alguns dos conteúdos. Destacam-se:

- uma reportagem sobre o risco de terramoto [parece que não aprendemos nada com a nossa própria história, com um terramoto que nos lançou para a cauda não só da Europa, como do mundo]: 'enquanto nós perdemos ânimo político para prevenir o sismo, as placas tectónicas vão acumulando mais energia': pp.25-25;

- uma reportagem sobre uma consequência imediata e muito grave da actual crise económica e política em Portugal: a subida dos preços dos alimentos básicos [ver LorenzettiCome], a descida do IVA apenas em alguns produtos manhosos de fastfood e portanto o encorajamento ao seu consumo, e a existência de 50% de portugueses adultos com excesso de peso: p.26;

- um artigo sobre a incapacidade do Governo PS para combater o desemprego: p.5;

- uma reportagem sobre o OE2oo8 e em particular as verbas para cada ministério, que provavelmente não irão chegar [a Cultura não recebe quase fundos [o pior de todos, com 245.5 milhões, sendo que as Finanças e Administração Pública recebem a maior fatia do bolo, 18.406 milhões, seguidos pela saúde apenas com 8645 milhões]: p.4;

- uma coluna de Miguel Sousa Tavares questionando qual a razão das queixas de Catalina Pestana quanto a actuais abusos na Casa Pia, sendo ela a principal responsável pela instituição, como Provedora, o que obviamente a torna, então, culpada: p.7;

- a subida louca de processos contra sindicalistas na vigência do actual governo: p.8;

- um artigo sobre as 'vaias, apupos e insultos' ao PM José Sócrates na Covilhã, sua terra natal, sob o título 'A democracia é uma festa' e o comentário do PM 'uns protestam e outros aplaudem': p.8;

- uma crítica ao PM José Sócrates, que acusa os seus críticos de serem comunistas [como já faziam os ditadores mais clássicos do século XX]: p.18;

- o artigo sobre Angola e o seu traço imperialista sob Eduardo dos Santos: p.34;

- a simpática referência ao leilão da Leiria e Nascimento, onde Vieira da Silva bateu os records de quadros leiloados em POrtugal [mesmo Malhoa?!]: p.48.

E isto só o 'primeiro caderno'.

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04 agosto 2007

A Petição sobre a directora do MNAA



Carta Aberta de Apoio a Dalila Rodrigues

e

petição disponível para subscrição aqui, e copiada abaixo:

O Museu Nacional de Arte Antiga, o mais importante Museu público português, foi dirigido, nos últimos três anos, por Dalila Rodrigues.

Neste período e sob esta direcção, o MNAA viu crescer o seu público, reforçar a componente mecenática do seu financiamento, foi objecto de importantes reestruturações no seu circuito, programa e perspectiva museológica. Posicionou-se, sob a direcção de Dalila Rodrigues como uma instituição aberta, dinâmica e capaz de responder às necessidades do seu tempo, cumprindo melhor a sua missão de preservar, divulgar e educar.

A exoneração da sua Directora pelo Ministério da Cultura só pode, portanto, ter outras razões que não a sua competência, dedicação e empenho. Também só pode resultar de uma total desconsideração, por parte dos responsáveis ministeriais, pelos resultados obtidos pelo Museu; como se o melhor cumprimento da missão que dá razão de ser ao MNAA fosse irrelevante.

Quais são, então, as razões para a exoneração de Dalila Rodrigues?

Evidentemente, resultam da posição pública que a Directora tomou em favor de uma maior autonomia da instituição, quer em termos administrativos e financeiros como em termos da sua programação.

Trata-se, tão somente, de seguir o caminho de outras instituições congéneres, como o Museu do Prado, ou o Museu do Louvre. Ou seja, trata-se de seguir o caminho que permite uma maior ligação à comunidade científica, prestar um melhor serviço ao público, desenvolver um plano educativo e de divulgação mais consistente, ter flexibilidade e construir laços com parceiros mecenáticos e institucionais. Enfim, o que hoje devemos esperar de um museu.

A prática dos actuais responsáveis do Ministério da Cultura pauta-se por outras prioridades: promover a obediência, concentrar a decisão, controlar ideologicamente as instituições.

No presente caso, com total desrespeito pela competência, pelos resultados, pelo arrojo. Estamos, assim, confrontados com uma mistura de autoritarismo e autismo, de populismo e controlo.

Os abaixo-assinados vêm, assim, insurgir-se contra esta forma de entender a política cultural, reclamando uma visão mais aberta, dialogante e moderna. Recusamos este centralismo e falta de visão de futuro.

Exigimos, enfim, que Portugal não desperdice o que tem de mais importante e raro: a competência, o rigor e a determinação dos responsáveis certos no lugar certo.

Este era, certamente, o caso de Dalila Rodrigues como Directora do Museu Nacional de Arte Antiga.

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02 agosto 2007

HOJE às 19 HORAS: Apoio à direcção do Museu Nacional de Arte antiga


Nas Janelas Verdes.

Não ao delito de opinião.

Não à ignorância.

Sim à cultura.

Sim à competência.

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27 julho 2007

5o anos de arte portuguesa


A celebrar os 5o anos da Fundação, os últimos 5o anos de arte em Portugal...

A não perder.

actividades paralelas > programa

A exposição divide-se pela sala de exposições temporárias que une o edifício da administração ao do museu e biblioteca e a sala de exposições temporárias junto ao bengaleiro dos auditórios. É especialmente interessante como análise de percurso e percepção das obras iniciais de muitos artistas ainda no activo e suas obras iniciais, bem como a divulgação de artistas portugueses de grande qualidade afastados do grande público [muitos deles bolseiros da FCG]. Inclui quadros, instalações, vídeos e objectos.

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