21 setembro 2007

Os clubes.


'The clubs proper were then limited in number, and Leigh's list contains but eleven. Of these the Albion, Arthur's, Boodle's, and White's, were in St. James's Street; the Alfred and the United Service were in Albemarle Steet, and the Union in St. James's Square. Those that still exist and have changed their venue since 1818 -- the date of this list -- are the Union which went to its present home in 1822, and the United Service which migrated to Pall Mall in 1822, to premises built by Nash. The clubs may be said to have been the focus of much of the west end life of the period, but except in one particular, they can hardly be regarded as centres of amusement'.

E. Beresford CHANCELLOR [1926] Life in Regency and Early Victorian Times - An account of the days of Brummel and d'Orsay 18oo to 185o, London: B.T. Batsford, p.5

imagem: George CRUIKSHANK [c.183o] The Headache.

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18 setembro 2007

'Couture', no V&A.

04 junho 2007

Reggie


É curioso como o ego move as pessoas, e por consequência o mundo, embora mais das vezes no sentido errado.

O caso de Reggie é um exemplo disso.

Reggie é desde 1923 a mascote do King's College, o principal college da Universidade de Londres e, portanto... de Londres. E provavelmente a terceira universidade mais conhecida da Europa, depois de Oxford e Cambridge, de onde vieram vários dos professores do King's, aberto em 1829.

A mascote é uma escultura em forma de leão. Sendo o college chamado 'King's', e o leão o rei da selva, e Regis rei em latim, língua académica por excelência, suponho que as conclusões são óbvias.

A Universidade de Londres tem outros colleges, como o Queen Mary, o University College [UCL] ou a London School of Economics [LSE].

Em 1927, Reggie foi 'raptado' por dois estudantes do UCL, tendo cerca de 1000 estudantes protagonizado uma certa batalha da qual dois estudantes da UCL foram presos [curiosamente ambos eram filhos de membros do clero].

Em 195o, o Reggie foi enviado para um hotel em Inverness, na Escócia, por uns alunos do Queen Mary. Alguns estudantes do king's reuniram-se e foram de comboio para a Escócia salvar Reggie.

Dez anos depois, o Reggie foi colocado num comboio na estação de King's Cross por estudantes do UCL. Foi encontrado na sala de perdidos e achados da estação de Newcastle.

Em 1967 foi novamente roubado, mas desta vez abandonado perto de Guildford.

Em 1981 casaram-no com uma 'leoa', que desapareceu e nunca foi encontrada.

Em 1993 Reggie desaparece e é encontrado apenas em 2oo3 no campo de tiro.

Hoje, 2oo7, encontra-se na associação de estudantes, depois de uma vida que se espera mais calma e sem mais necessidades extremas de restauro...

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02 junho 2007

Master Drawings London 2oo7


20 galerias de Mayfair [16, sendo 7 delas em Bond e New Bond St.] e St.James [4] juntam-se e abrem exposições simultâneas de desenho europeu dos séculos 15 ao 21 numa semana.

Será de 29 de Junho a 6 de Julho.

Master Drawings in London

imagem:

Giacomo GUARDI [c. 179o] Figures in a Venetian Palace below a stuccoed cupola,
a courtyard beyond
, à venda na Didier Aaron.

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01 junho 2007

PedoArte ?





Já tinha pensado levemente sobre este assunto pesado, mas só agora me questionei a sério, dadas as circunstâncias especiais.

E a especialidade deriva de duas coisas: primeira, a histeria em volta do caso Madeleine McCann. Segunda, as várias exposições que tenho visto esta semana e nas quais figuram crianças.

A pedofilia é um tema do dia e coisas que poderiam ser banais passaram a ser estranhas. Um pai que passeia de mão dada com o seu filho pode hoje ser olhado com uma desconfiança que não teria há alguns anos atrás. E as mulherzinhas chatas que fazem caretas e vozes parvas a criancinhas que passam na rua começam a ser vistas de outra forma.

O que dizer da arte? Sobretudo da moda e da fotografia?

Se no caso da moda há imensos modelos adolescentes cujo progresso profissional se baseia por vezes em práticas duvidosas ou, mesmo não sendo assim, implica a sua avaliação física e apreciação pelo público, no caso da fotografia a coisa torna-se mais dúbia.

Esta semana estive em dois eventos que me colocaram novamente a pensar sobre o assunto.

Na PhotoLondon, uma grande mostra de fotografia que junta imensas galerias de todo o mundo e muitos fotógrafos consagrados ou algo debutantes, as crianças surgem um pouco por todo o lado e o destaque vai para uma fotografia de Frank Rothe, que tenho mesmo à minha frente, pois ilustra um convite para o lançamento do seu livro 'Running Through the Wind'. O convite lá diz 'vodka and caviar will be served', a contrastar com a criança que ilustra o convite. A fotografia chama-se 'sleeping boy', é de 2oo6, e encontra-se em formato gigante na PhotoLondon. Um miúdo de uns 10 anos, lindíssimo, de cara celestial, dorme despido numa cama, vendo-se parte do seu tronco e tendo os braços cruzados deitados na almofada, numa posição que se fosse de adulto se diria 'sensual'.

Fica-se na dúvida sobre as intenções ou pelo menos o sentido estético do fotógrafo. E a palavra pedofilia, mesmo que suspirada na mente de quem vê a foto, está presente, como um fantasma.

No dia seguinte, estive em duas outras openings, a primeira, desta vez, na Sotheby's em Bloomsbury e cuja curadoria coube a um português, Sidónio Costa, coordenador do Master in Arts da Sotheby's Londres.

Ao chegar deparo-me com a casa quase fechada, com house aos berros, muita gente animada, champagne sem parar, e muitos canapés. Nos andares de cima, as enormes telas com as obras do colectivo AES+F, uns russos e russa que apresentaram o seu último projecto, intitulado Last Riot 2.

No website, bem organizado e com óptimos conteúdos de fácil acesso, podem ver-se todos os projectos do colectivo, bem como explicações sobre os mesmos. Entre eles, o Last Riot2.

Adorei este grupo, pois apesar de alguns projectos que julgo infelizes, porque desnecessários e insignificantes [e.g. a série sobre Diana de Gales e o seu acidente], a mairia tem uma inovação, qualidade gráfica e ironia extraordinárias. São mordazes e utilizam temas modernos e acessíveis com uma coragem e imaginação pouco comuns. Em especial, no Last Riot 2, a mistura da figura de São Jorge a matar o dragão [sendo fundamental a obra de Ucello], a situação conturbada de hoje na Rússia, a utilização de crianças em conflitos armados em certos países, a violência urbana [com um toque americano dado pelos bastões de basebol] e gratuita, etc..

Porém, a utilização frequente de crianças e jovens [em regra seminuas - veja-se sobretudo a série 'the king of the forest'] também deixa algumas dúvidas sobre intenções ou pelo menos resultados pedófilos soft-core.

como é evidente, estes são apenas dois casos que uso como exemplo.

O que mais me assusta nestes e outros não é a possibilidade de o artista ou o coleccionador / público ser pedófilo.

É a eterna dúvida, a suspeição, quase inquisitorial e fanática, que pulula impiedosamente nas nossas mentes.

E sobretudo, a sua 'razão' de ser.

imagem: Tondo 3, dos AES+F

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29 maio 2007

Tobacco Ban


Estava no bar mais pequeno do Sketch [com todos os restaurantes cheios à 1 da manhã], acabava de acender um charuto e o barman diz-me que naquela sala só cigarros; para fumar charuto tinha de ir para o bar 'grande', que além de ser uma seca cheia de pseudocriativos é bem menos confortável e bem mais feia.

A amiga que estava comigo, nascida na Estónia, mas educada na Suécia, comentou logo que no Verºao nem no grande nem no pequeno.

Com o 'smoking ban' não pode fumar-se em qualquer local fechado, o que inclui obviamente bares e restaurantes.

Trata-se, creio, de mais uma daquelas leis de chacha, emitidos por um ignorante qualquer de secretaria, que provavelmente nem conhece a realidade social ou que, conhecendo-a ou não, se quer vingar de quem tem uma vida normal, ou de quem tem uma vida que ele achará privilegiada, só porque os charutos não são, em regra, baratos. Puro complexo social a resolver num psiquiatra. Não na actividade supostamente nobre e expectavelmente responsável e informada de legislar.

O fumo, em regra, é horrível. Isso não quer dizer que seja necessário banir os fumadores em absoluto.

É o mesmo do que achar que se alguém incumpre uma regra, deve ser-lhe aplicada a pena de morte, seja qual for a regra, as condições de incumprimento ou o perfil do incumpridor. Faz lembrar certos planetas do Star Trek. Ou algo bem pior, como refere a famosa 'Wikipedia': 'the first modern, nationwide tobacco ban was imposed by the Nazi Party in every German university, post office, military hospital and Nazi Party office, under the auspices of Dr Karl Astel's Institute for Tobacco Hazards Research, created in 1941 under direct orders from Adolf Hitler himself'.

Como fumador ocasional, noto que nunca fumei em salas comuns em casa e que quem gosta de fumar deve ter uma sala para isso. Há muito temppo que existe: chama-se fumoir. Não fumo quando estou com a minha namorada, e muito menos em casa de pessoas que desconfio ou que sei que não gostarão. E num restaurante, já cheguei a mudar de mesa para não incomodar a mesa do lado.

O facto de fumar não quer dizer que se goste do fumo. Detesto-o, e fumo ao ar livre, ou num fumoir, ou numa sala com bom ar condicionado.

Qualquer pessoa minimamente educada faz isto. E é de educação, e não de saúde, que se trata.

Concordo com a proibição de fumar em locais de trabalho [já estive num gabinete com um fumador e é bem terrível]. E creio que os pais devem ser proibidos de fumar junto dos seus filhos, por exemplo.

Mas discordo em absoluto da solução que tem vindo a ser adoptada para bares, restaurantes e clubes, como é o caso no Reino Unido a partir do dia 1 de Julho deste ano de 2oo7.

É evidente que em vez da solução cega e ditatorial do 'smoking ban', seria democrático e minimamente inteligente e equilibrado obrigar os bares e restaurantes a terem espaços de fumadores e de nao fumadores, devendo os espaços para fumadores ter ventilação adequada.

Bem sei que isso já existe, e tem resultados conhecidos. Precisamente por isso, não se percebe a eliminação das salas para fumadores e a proibição de fumar em espaços fechados, que constitui uma opção dos clientes.

Sobretudo no caso dos clubes: quem pensa o legislador que é para intervir nas regras de clubes privados? É evidente que quem não concorda com as regras de dado clube não é membro. E havendo espaços para fumadores e não fumadores, há obviamente uma opção para clientes e para trabalhadores de escolherem se preferem um ambiente com ou sem fumo.

No caso dos charutos há um exemplo prático interessante a ter em conta: no Mandarin Oriental de Londres, existe um bar que, como se pode ler no site do hotel, 'The actual bar is a catwalk. No bottles are on full view but you can catch a glimpse of them through the frosted and backlit glass walls behind which the attentive and gracious staff prepare drinks and mix the finest cocktails. Then there’s the room within a room for those who partake in the odd cigar. You can choose from 45 varieties and enjoy your selection in the comfort of a deep soft leather chair. A state-of-the-art air conditioning system means that cigar smoke does not make its way into the main bar area, but, because there are no walls, the ambience will still make its way to you'.

E é verdade.

Acontece algo parecido na JJ Fox, fornecedores de tabaco da casa real inglesa. Estive lá recentemente [são dos poucos que ainda vendem os fantásticos Partagas D1] e transformaram a cave num fumoir e museu, já a preparar-se para o dia 1 de Julho, que marca o início do tsmoking ban no Reino Unido.Como referiu o Times, a sala está 'fully ventilated and air-conditioned and the shop is doing its best to recreate the gentlemen’s club atmosphere of the main shop down there. The shop is happy for you to try out a cigar and there is no pressure to splash out on a box, which can cost upwards of £200'. Este ban afecta até a Casa del Habano, no Soho, que só pode servir água no fumoir. Para bebidas alcóolicas, tem de se ir ao bar numa sala ao lado. Inacreditável.

Se os legisladores conhecessem estes casos, seja os exemplos de fumar sem incómodo, seja os que demonstram os efeitos nefastos da legislação agora criada, saberiam que o smoking ban é antidemocrático, e que irá afectar a tradição do bom fumar, que é obviamente um direito de qualquer cidadão, desde que não prejudique qualquer outro, o que é o caso. Sobretudo do charuto, que contrariamente ao cigarro é um prazer e não um vício.

Afecta ainda uma actividade artesanal de todo o interesse que é o fabrico do charuto, parte fundamental da economia Cubana, e que é um prazer tão legítimo com um bom Porto ou chocolate, numa mundo cada vez mais estereotipado, desqualificado e maçador. Ultrapassámos o princípio do Big Brother is watching you. Agora, o mesmo Big Brother que nos 'vigia', e que ganha dinheiro com o que fumamos, através dos impostos sobre o tabaco, proíbe-nos. Chamam a isto progresso...


Do Times:

'
Places you can still smoke:

Bedrooms in hotels, inns, hostels, guesthouses and members clubs that provide accommodation

Prisons, hospices and care homes can allow smoking in bedrooms and can designate smoking rooms – but they cannot be used for any other purpose so no TV or library

Open air

On stage during a performance

Offshore oil rigs

Specialist tobacco shops

Always in own home, even in presence of health visitor

In your car as long as it is not a company car and you do not give colleagues a lift

Residential mental health facilities are exempt for another year
'

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01 maio 2007

Andreas Gursky


é um dos mais conhecidos fotógrafos na actualidade e tem um novo trabalho, que vi em Londres esta semana.

Desta feita a ideia não é genial. Mas Gursky deu-se ao trabalho de ir lá fotografar.

Se a série com a F1 não tem piada nenhuma [digna no entanto de banco de imagens, como diria uma amiga minha na 'indústria' de arte contemporânea], a série Pyongyang vale a pena.

Gursky não teve trabalho nenhum quanto á realidade que fotografou, ue no entanto é o resultado do trabalho de milhares de 'modelos': os norte-coreanos alinhados nas famosas manifestações de poder político local, em pleno festival.

É especialmente interessante como o alinhamento e a uniformização típicas do trabalho de Gursky e da sociedade contemporânea existem tanto na sociedade 'capitalista' como na sociedade 'norte-coreana'.

A não perder, nem que seja no site do White Cube ou em livro, se bem que ter a série de fotografias à frente [em regra com 2 por 3 metros] seja bem parte do jogo. E o resultado é impressionante. Para não dizer hipnótico.

Andreas Gursky
23 de Março a 5 de Maio no
White Cube
25-26 Mason's yard, St. James
[acesso pela Duke Street, lado esquerdo de quem desce no sentido St. James Sq. vindo de Jermyn St.]

depois dessa data:

Casa da Arte, Munique;
Museu de Arte Contemporânea de Istambul; e
Museu Sharjah, nos Emiratos

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13 abril 2007

A 'sensação' da 'season'



Nas últimas semanas Londres esteve num rodopio com a abertura da loja de roupa norte-americana Abercrombie & Fitch. Reparei nela ontem, ao passar em Savile Row. Era inevitável: modelos sinistros à porta e house barato aos berros às 4 da tarde.

A grande razão nem é a roupa em si: é o que não falta em Londres. A razão começou por ser um anúncio com uma foto gigante de um modelo masculino de costas, tronco nu, com uma mão no pescoço e outra bem abaixo, mostrando o rabo. Aqui está ele.

Se já era algo histérica a mania de andar com a roupa interior à mostra, as modas passam e agora o bom é mesmo mostrar o rabo [que se no caso do modelo pode ser interessante, no caso dos milhões de jovens que andam pelas ruas não é exactamente assim...].

Este anúncio esteve em quase todos [senão todos?] os autocarros double-deck da cidade. Ninguém escapa ao rabo, que ainda circula por aí.

O que deixou de circular foi o histerismo para conseguir convites para a festa de abertura da loja da Abercrombie & Fitch em Savile Row.

Exactamente: a loja do rabo abriu no centro das lojas mais clássicas de Londres. Agora, quando fizer um fato à medida, tenha cuidado com os rabos e jovens imberbes da Abercrombie, até porque muitos são underage.

Já achei piada à Abercrombie: foi a loja que vendeu a arma com a qual Hemingway se matou [atenção às cartas românticas trocadas entre este e Marlene Dietrich e publicadas recentemente!], tem um site muito bem desenhado e modelos em regra excelentes.

Mas em Londres tudo parece correr mal. Aliás os escanzelados pálidos acima e a miúda de estação de serviço comprovam-no: são 3 dos 'modelos' da nova loja em Londres.

Um jornalista do pasquim Daily Mail fez uma reportagem com o título 'Poseurs Paradise!'. Candidatou-se a lojista da Abercrombie e veja-se o resultado:

"You've got just the right look to come and work for Abercrombie & Fitch" she told me. I was taken aback, flattered, but had no idea what she meant.

"Fantastic" I replied. Abercrombie & Fitch? The name rang a bell. Shortbread? Why would a biscuit firm want to employ me?

She explained that Abercrombie & Fitch was a clothing store and that they were hiring "models" to "just hang out" around the shop, wearing the company's clothing.

The penny dropped. I'd seen those risque; posters of a muscular man with a builder's bottom adorning London buses. I knew this homoerotic campaign has caused a stir.

[...]

This, I realised, was the American chain whose use of blatant sex to market their U.S. preppy style has attracted critics as well as custom. They promise a store full of "gorgeous kids".

[...]

She informed us that the company had a "tagline" which we would have to use when greeting customers. She explained, very seriously, that it was, "Hello, how are you?"

"How did you come up with that?" I asked. She said a company of marketing consultants had worked intensively at developing it.

[...]

One girl said she thought the store was a bit like GAP. That was the end of her. A week later the phone rang. I'd got the job. Would I come to an orientation day?

[...]

The doors are not yet open for business and I face a sea of preciselyplaced and neatly-folded merchandise. Outside the sun shines, but in here it is so dark I keep tripping over my flip-flops.

The shop presents itself as if it were the coolest clothes shop on the planet. Aimed at 20-year-olds, the store offers polo shirts, hoodies and tight jeans. David Cameron would shop here if he thought he could get away with it.

My eyes accustom to the gloom. I confront tacky paintings of teenage boys stripped to the waist in frames that aspire to the look of a grand country house.

The theme of male near-nudity is pursued throughout. It has caused trouble. One edition of the company's catalogue had to be recalled after a storm over the explicitly naked photographs of young models.

[...]

My first customer, a mother with two teenage kids, purchased more than £500 of T-shirts. But by the time I had scanned and de-tagged all the items, removed the coat hangers, totalled the cost and figured out how to charge the credit card, 25 minutes had elapsed.

[...]

The company told us it was an equal opportunity employer. Funny, because all its visible staff are young and beautiful.

The unattractive, the overweight and the disabled just don't seem to make it on to the shop floor. In fact, there is no lift and therefore no way for wheelchair users to work or shop upstairs.

As far as age goes, at 29 I was probably the oldest there. I thought that if the law permitted it, managers would have exercised quality-control over the customers, too, and I might be assigned to blow a whistle if anyone old or fat ventured in.

But employees who are not on public view are allowed to be slightly less attractive. The "impact team" is a group of workers who replenish the dwindling stock.

[...]

I don't get out of bed for less than £6.50. Fortunately this was A&F's hourly rate. They trade on the inexhaustable supply of beautiful dimwits for whom the excitement of being hired as "model" matters more than the pay scale. I got the impression that, ideally, they'd like us to pay them, rather than the other way round.

The men who stood semi-clothed at the entrance earned an extra £1 an hour. But they had the required A&F six-pack. The new way of selling clothes seems to be not wearing them.

[...]

A & F is unlike other foreign stores that arrive in the UK and try to fit in. It is brash and all-American. But they do want to be posh. Association with the quality tailoring of Savile Row, the listed building and the statues and art work, rub uneasily against the overt use of sex to sell clothes.

There's nothing tasteful in halfnaked boys hanging around the store door. Or are we just too oldfashioned for this fusion of softcore porn and high-class pose?

Os Estados Unidos no seu pior, ao tentarem ser algo de melhor.

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23 fevereiro 2006

London Eye ::


Para além da questão urbanística, arquitectural e sociológica, o lado financeiro da coisa.

O Grupo Tussaud adquiriu a 100% à BA e à família Barfield [arquitectos] a London Eye, que tanto deu que falar na Londres 'pré-transição de milénio' e que é um verdadeiro 'passeio dos tristes' londrino e na atracção paga mais popular no Reino Unido.

A Tussaud, a maior estrutura europeia de negócio de 'atracções turísticas' e gestora da Eye desde a abertura em 2ooo, representada pela Freshfields , adquiriu 33.3% das acções e dívida, bem como os 33.3% detidos pelos Barfield, somando agora 1oo% das acções da Eye, que vê agora reduzida a sua dívida, bem como as taxas de juro correspondentes.

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