10 outubro 2007

Construção em Portugal.


Lê-se hoje na capa do Diário Económico que 'Construtoras só investem no país com pacto PS/PSD'. 'O pedido de Sócrates para que as maiores empresas de construção apresentem grandes projectos foi recebido com condições: só com um pacto de regime'.

É pena que sejam só as 'grandes construções'. De patos bravos estamos nós fartos.

Porque grandes ou pequenas, tendo em conta a qualidade e quantidade de construção / betão em Portugal nos últimos 50 anos, mais valia ficarem mesmo paradas.

O ambiente e o bom gosto arquitectónico, urbano e paisagístico agradeceriam.

E, claro, os prédios construídos há mais de 100/200 anos -- esses sim, belos e bons na sua maioria -- e a precisar de recuperação.

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21 setembro 2007

Os clubes.


'The clubs proper were then limited in number, and Leigh's list contains but eleven. Of these the Albion, Arthur's, Boodle's, and White's, were in St. James's Street; the Alfred and the United Service were in Albemarle Steet, and the Union in St. James's Square. Those that still exist and have changed their venue since 1818 -- the date of this list -- are the Union which went to its present home in 1822, and the United Service which migrated to Pall Mall in 1822, to premises built by Nash. The clubs may be said to have been the focus of much of the west end life of the period, but except in one particular, they can hardly be regarded as centres of amusement'.

E. Beresford CHANCELLOR [1926] Life in Regency and Early Victorian Times - An account of the days of Brummel and d'Orsay 18oo to 185o, London: B.T. Batsford, p.5

imagem: George CRUIKSHANK [c.183o] The Headache.

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27 março 2006

Espacos Vazios


Claro que Lorenzetti conhece este edifício. Quem conhece Lisboa conhece este edifício,o primeiro claramente associado ao conceito de loft, mais um momento 'moda' em Portugal, num movimento que oscila entre a abertura ao cosmopolitismo e aos novos conceitos culturais, artísticos e sociais de espaço e... o novo riquismo provinciano.

'Mas isso agora não interessa nada'.

O que interessa é que Lorenzetti descobriu este projecto num website camarário relativo a uma revista que já não existe. Diz-se aí que 'a publicação do Boletim Lisboa Urbanismo encontra-se suspenso. Ficam aqui à disposição os números antigos'.

Em 2oo6, acaba de descobrir uma revista disponibilizada também online e que terá acabado em... 2oo1. Acabado não... muito melhor: 'suspensa'. Um sopro de mistério camarário, numa espécie de 'Harry Potter e o Caldeirão Municipal'.

Cinco anos volvidos [foi só fazer as contas...]L descobre a dita revista que, aparentemente, ainda não regressou.

Há 5 anos, portanto, que se vive num limbo de ignorância urbanística na cidade de Lisboa [que é o mesmo do que dizer, no país], até porque não se vêm outras formas de grande e rigorosa informação sobre projectos urbanísticos que mudam a cidade e que marcam a arquitectura, a arte, a cultura e a sociedade portuguesas, ainda que em ritmos diferentes.

E isto é muito, muito importante.

Pelo menos numa cidade à qual L aplicaria a palavra 'civilizada'. Que é fundamental para sermos felizes. 'Digo eu... não sei'.

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