15 maio 2008

Combustíveis.

Finalmente concordo com alguma coisa no PS / Sócrates / actual Governo.

Manter o imposto sobre os combustíveis.

Vou mais longe: aumente-se.

É claro que a concordância com o Governo tem uma diferença óbvia: a fundamentação.



O Governo diz que não sobe porque seria injusto para quem não conduz e mau para o ambiente e aposta nas energias renováveis. Argumento interessante de economia pública / políticas públicas.

Mas suspeito que não é o verdadeiro.

Suspeito que o verdadeiro seja querer evitar perder receita num momento de pseudo-histeria orçamental.

Para Lorenzetti a justificação do ISP não é orçamental. Até porque orçamento nunca nos serve de justificação. É burocrática e nada substancial.

A boa razão para manter ou até aumentar o ISP é simples: além da questão ambiental, e de quem não conduz não dever pagar a factura de quem conduz, importa ter em conta que é uma oportunidade e estímulo fantásticos para várias coisas:

- reduzir os problemas de tráfego;

- aumentar o consumo de transportes públicos (sendo que o aumento do consumo estimulará a expansão da sua oferta e qualidade);

- reduz custos para a carteira de quem deixa de usar carro;

- reduz a dependência externa e a nossa balança comercial, que historica e estupidamente tem sido em muito desequilibrada pelas importações de petróleo.

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10 outubro 2007

Construção em Portugal.


Lê-se hoje na capa do Diário Económico que 'Construtoras só investem no país com pacto PS/PSD'. 'O pedido de Sócrates para que as maiores empresas de construção apresentem grandes projectos foi recebido com condições: só com um pacto de regime'.

É pena que sejam só as 'grandes construções'. De patos bravos estamos nós fartos.

Porque grandes ou pequenas, tendo em conta a qualidade e quantidade de construção / betão em Portugal nos últimos 50 anos, mais valia ficarem mesmo paradas.

O ambiente e o bom gosto arquitectónico, urbano e paisagístico agradeceriam.

E, claro, os prédios construídos há mais de 100/200 anos -- esses sim, belos e bons na sua maioria -- e a precisar de recuperação.

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