09 março 2008

Tortura democrática aka terrorismo de Estado


ou 'faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço.



Waterboarding was used for interrogation at least as early as the Spanish Inquisition [...] It is considered to be torture by a wide range of authorities, including legal experts,politicians, war veterans,intelligence officials, military judges, and human rights organizations.



In 2007 waterboarding led to a political scandal in the United States when the press reported that the CIA had waterboarded extrajudicial prisoners and that the Justice Department had authorized this procedure.



The CIA has admitted waterboarding Al-Qaida suspects Khalid Sheikh Mohammed, Abu Zubaydah and Abd al-Rahim al-Nashiri.

The waterboarding technique was characterized in 2005 by former CIA director Porter J. Goss as a "professional interrogation technique.

Assim se lê na Wikipedia.

E assim acontece na 'terra da liberdade'. O que seria se não fosse...

Marcadores: , , , , , , , , ,

01 março 2008

Guantanamo continua


Os EUA, em paralelo com o seu discurso de defesa dos direitos humanos, criaram e ainda não fecharam o campo de concentração de Guantanamo, no qual a CIA tem mantido reféns, pelo que se lê na imprensa, sem limite de tempo ou violência, indivíduos sequestrados um pouco por todo o mundo, e transportados para esse campo sem que a Europa, por exemplo, faça nada.

Os advogados clamam agora pelo fim deste campo de concentração e dirigiram uma carta ao Presidentes dos EUA e Canadá a exigir o fim de Guantanamo. A carta foi assinada por um número significativo de ordens de advogados.

Não deixa de ser curioso que a Europa continua a apoiar Guantanamo. A Europa diz que não tem conhecimento dos voos da CIA, o que é treta.

Se não tivesse conhecimento queria dizer que nao vigia o seu espaço aéreo, o que é mentira.

Mesmo que os EUA nada dissessem sobre os voos, a Europa detectá-los-ia nos radares e voos de controlo e poderia simplesmente abater esses aviões ou obrigá-los a aterrar.

Mas a Europa prefere, simplesmente, fingir que nada se passa.

Um pouco como aconteceu com a Alemanha nazi ou com a China, ou com Portugal salazarista.

E assim acontece.

Marcadores: , , , , , ,

25 março 2007

A moda das desculpas.


Pedir desculpas é uma coisa que fica bem socialmente. A velha história de reconhecer erros.

Ao mesmo tempo, confirma a prática do erro. E como seria tão genial tão tê-lo cometido. Isso sim, seria importante.

Porque na prática, as desculpas não servem para nada.

Apenas para uma de duas coisas: ou para conforto psicológico [não dando porém uma ideia feliz de quem as dá e de quem as aceita levemente] ou, de modo mais sofisticado, para simplesmente tapar uma agressão. Agride-se, sabendo-se que com umas desculpas tudo fica bem. É a despachar.

Pedir desculpas pela escravatura está na moda.

Perdão... não pela escravatura em geral.

Mas pela escravatura do século anterior aos séculos XX e XXI. E sobretudo anterior ao século XXI.

Tem havido movimentos nesse sentido nos EUA [onde existem inclusive lobbies que tentam obter, imagine-se, indemnizações para os descendentes -- logisticamente complicado, e eticamente duvidoso] e no Reino Unido o PM 'Tony' Blair fê-lo esta semana, depois do 'Mayor' de Londres, no contexto de um aniversário da abolição e de vários eventos relacionados com o facto.

Todos nos recordamos de o Papa ter feito algo similar [não o actual, mas o anterior, em relação à acção da Inquisição].

E como o 'passado' é desculpa para tantas coisas.

E o sempiterno argumento do 'contexto histórico'.

No caso da escravatura é ridículo. Sobretudo deveria ser para os milhões que vêm noticiários e lêm jornais e em particular aqueles que enchem as salas de exposição da World Press Photo. e em muito particular aqueles que conhecem a fotografia deliciosamente sépia-akin de Sebastião Salgado.

E pedir desculpas pelo passado é sempre simples. Sobretudo quando a acção foi tomada por outra pessoa.

Ainda não vimos desculpas pelas invasões do Iraque, Afeganistão e afins, ou pelos raptos, detenções ilegais e tortura praticados em Guantánamo. E por todas as restantes aventuras militares e ofensas aos direitos humanos por todo o mundo, em maior ou menor escala.

A história irá julgar-nos. Esperemos que a sentença não seja apenas pedir desculpas. Porque de desculpas...

Marcadores: , , , , ,