18 maio 2008

Moção de censura contra Jardim

Não contra um jardim público, mas contra Alberto João Jardim e o seu governo regional que já deve ir nos 30 anos no poder.

Foi o PCP que, depois da moção proposta no continente, avançou para as ilhas.



Pior que Sócrates, Jardim nem apareceu no Parlamento, nem os representantes regionais, e os deputados regionais da oposição gozaram com o facto, saudando no início do seu discurso o 'Governo ausente'.



A moção, é claro, foi recusada pela maioria do PSD na Madeira, tal como a moção a Sócrates foi recusada pela maioria PS nA Assembleia da República [nem se percebe como podem votar em causa própria].

Mas ficou a intenção e sobretudo a reacção do Governo Regional.

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13 maio 2008

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Resolução da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira n.º 12/2008/M
Região Autónoma da Madeira - Assembleia Legislativa
Congratulação pelos 30 anos de governação do Dr. Alberto João Jardim da Região Autónoma da Madeira

[publicado esta semana no Diário da República]

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20 abril 2008

Cavaco Silva

estava a ser menos mau, mas na Madeira estragou tudo.

É verdade.



Todos sabem quanto Lorenzetti achava Cavaco fraco, e não apenas pela sua origem de Boliqueime, ou de ter rodado o carro para o congresso e voltado líder do PSD e futuro Primeiro-Ministro [PM], ou por se achar ter sido um bom PM numa altura em que, com os fundos europeus, qualquer PM seria bom PM, ou pelo famoso momento do bolo rei.



Como PR, Cavaco nem ia muito mal. Ia até melhor que Sampaio, cujo intervencionismo -- sobretudo o golpe de Estado em que tirou Santana Lopes sem justificação plausível -- foi fatal.



Cavaco tem sido aquilo que se espera de um PR: não faz nada, diz bem de tudo e todos ou não comenta. É quase invisível, sobretudo com um governo PS cujo líder é ex-JSD e faz aquilo que o PSD de Cavaco faria no Governo.



A diferença é que já não contam com grandes fundos europeus. Mas mesmo assim ainda planeiam mais betão e autoestradas... Antes era Ferreira do Amaral, hoje é Jorge Coelho. Tudo bons rapazes, e a caravana passa.



Mas a visita à Madeira foi de escândalo e demonstra o estranho poder e a reverência absurda pelo governador do ilhéu.



Pactuar com o regime da Madeira é desrespeitar a democracia e a boa educação, que não tolerariam os comportamentos conhecidos de 'Alberto João'. Sobretudo o último, de chamar 'bando de loucos' aos membros do Parlamento Regional e fascista ao PND e referir-se aos 'tipos do partido socialista' e , não indo, como deveria, o PR ao Parlamento regional, mas encontrando-se com o governador do ilhéu que, fumando charuto, nos chama de cubanos e colonialistas, e aos jornalistas, chamou de 'bastardos' e, finalmente, de 'fdp'.

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07 abril 2008

'Jardim diz que Sócrates está refém do ministro das Finanças'

Lê-se hoje no Público.

É verdade que usa as finanças e o défice como desculpa para tudo, contrariando a visão de membros do seu próprio partido e ex-PR como Jorge Sampaio, que outrora exclamaram 'há vida para além do défice'.

É verdade que apesar disso, estranhamente, decide gastar o maior dinheiro possível [em infraestruturas como aeroporto, TGV, ponte sobre o Tejo, etc] tendo prometido não aumentar os impostos.

Mas da mesma maneira que o actual Governo da República abusa do argumento orçamental, o Governo da Madeira tem sido 'refém' dos subsídios, não gerando excedentes que garantam a sua autosuficiência.

E argumentar com desejos de independência e mais autonomia de nada serve, pois a Madeira não sobreviveria economicamente, sobretudo se tivesse de devolver o que já recebeu.

Alberto João Jardim disse pois uma meia verdade, mas falta-lhe coerência. Quem tem telhados de vidro [e neste caso pouco limpo]...

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04 abril 2008

Como transformar Portugal numa grande potência mundial, em 12 passos


1º Passo: Trocamos a Madeira pela Galiza, com a condição dos

espanhóis levarem o Alberto João.



Os espanhóis vão na onda (a Galiza só lhes dá chatices) e aceitam.

Nós ficamos com os galegos (que nos adoram) e com o dinheiro gerado
pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário.

A indústria têxtil portuguesa é revitalizada, enquanto a Espanha fica encurralada entre
os Bascos e o Alberto João.


2º Passo: Desesperados, depois de verem que fizeram um mau negócio,
os espanhóis tentam devolver a Madeira (e Alberto João).



A malta, obviamente, não aceita.

Em verdadeira aflição os espanhóis oferecem também o País Basco.

Mas a malta mantém-se firme e não aceita.



3º Passo: A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência.


Cada vez mais desesperados, os espanhóis oferecem-nos a Madeira, o

País Basco e a Catalunha. A contrapartida é termos que ficar com o
Alberto João e os Etarras.



A malta arma-se em difícil, regateia mas acaba por aceitar.



4º Passo: Damos a independência ao País Basco, com a contrapartida
deles ficarem com o Alberto João.

A malta da ETA pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar. Sem o

Alberto João a Madeira torna-se um paraíso. A Catalunha não causa
problemas (no fundo, no fundo, são mansos).



5º Passo: Afinal a ETA não aguenta com o Alberto João, que entretanto
semeia o terror e assume o poder.


O País Basco pede insistentemente para se tornar território português.

A malta, fingindo grande sacrifício, aceita (apesar de estar lá o

Alberto João).




6º Passo: Proibimos o Carnaval no País Basco, o que leva o Alberto

João a emigrar para o Brasil.


7º Passo: Pouco tempo depois da chegada do Alberto João, o Governo
brasileiro pede para voltar a ser território português.

A malta aceita e manda o Alberto João retornar à Madeira.



8º Passo: Com os jogadores brasileiros mais os portugueses (e apesar
do Alberto João), Portugal torna-se campeão do mundo de futebol!


9º Passo: Alberto João enfraquecido pelos festejos do Carnaval na

Madeira e Brasil, não aguenta a emoção, e morre na miséria, esquecido
por todos.


10º Passo: Os espanhóis, desmoralizados, e económica e
territorialmente enfraquecidos, não oferecem resistência quando

mandamos os poucos que restam para as Canárias.


11º Passo: Unificamos finalmente a Península Ibérica sob a bandeira
portuguesa.



12º Passo: A dimensão extraordinária adquirida por um país que une a

Península e o Brasil, torna-nos verdadeiros senhores do Atlântico, de
uma costa à outra e de norte a sul.

Colocamos portagens no mar, principalmente para os barcos americanos,
que são sujeitos a uma pesada sobretaxa por termos de trocar os



dólares em euros, constituindo assim um verdadeiro bloqueio naval que
os leva à asfixia.

Os americanos tentam aterrorizar-nos com o Bin Laden, mas a malta
ameaça enviar-lhes o Alberto João (que eles não sabem que já morreu).



Perante tal prova de força, os americanos capitulam e nós tornamo-nos
na primeira potência mundial...

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19 outubro 2007

Portugal no seu melhor.