01 maio 2008

PS admite discutir maior liberalização dos horários das grandes superfícies comerciais

lê-se hoje no Público.

Seria interessante que estas mariquices acabassem e não houvesse quaisquer restrições a horários, seja de hipermercados ou outra coisa qualquer.

É extraordinário como se clama por flexibilidade naquilo que deveria ser estável, e por paralisia naquilo que deveria ser aberto. É um capitalismo meio frustrado, ou um socialismo de gaveta. No fundo, é uma fraude, que não leva a lado nenhum.



Seria obviamente adequado ter estabelecimentos abertos 24h com trabalhadores a turnos. Quem quiser trabalhar ou comprar de manhã, tarde ou noite, poderia. Desde que fossem asseguradas condições para o efeito [e.g. uma discoteca tem obviamente regras de insonorização...].

Isso sim seria um mercado livre, com escolha para os consumidores. Desde logo do horário.



O mercado tradicional tem o seu lugar -- e até a minha preferência -- e precisamente por isso não precisa de exigir limitações de horários para os hipermercados.



Tem de apostar, isso sim, na qualidade dos seus produtos e do seu serviço. E na gestão de preços que a isso correspondam.

Quem quiser ir a hipers, que vá.

PS - não precisam de agradecer a pérola de vídeo do Norteshopping. Não há como as fontes directas... 'No comment', ao bom estilo do Euro-diplomático Euronews.

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12 abril 2008

Tod's


em Portugal.

A Tod's abriu uma loja na Av. da Liberdade, em Lisboa, a mostrar que há quem resista bem à crise [!].

E para além da questão orçamental percebe-se o gosto pela Tod's: os mocassins /loafers são, de facto, do mais confortável que há [ainda há quem prefira ténis, pasme-se!] e recomendam-se. Já os chapéus, cuidado com o cheiro da pele.

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12 setembro 2007

Chineses na 'Baixa' de Lisboa.


Hoje ao almoço discutiu-se, entre outras coisas, a chinesice de tirar os chineses da baixa de Lisboa.

Sinceramente não vou à baixa. Adorava, mas não vou. É um pouco como África: tenho medo e calor.

A Baixa -- não confundir com o Chiado, bem mais elegante, embora ainda pouco sofisticado [e foi daí que veio a foto] -- resume-se a lojas decadentes, ruas estreitas e sujas, com carros e sem espaço para pessoas -- e também sem espaço para parar os carros.

Estou-me nas tintas para a ideia de tirar as lojas chinesas da Baixa.
Se não fosse pelos acordos da OMC e a Constituição Portuguesa, bem como as boas relações diplomáticas com a China, era e é, sobretudo, porque as restantes não são muito piores.

Tem de agir-se na Baixa.

Mas essa acção não se resume -- nem pode incluir -- a retirada de lojas chinesas da Baixa. Sobretudo para as colocar numa duvidosa 'Chinatown', que seria ainda pior, arriscando-nos a ter um ghetto povoado ou pelo menos dominado por máfias asiáticas sinistras e perigosas, se não para quem lá fosse, para quem lá vivesse ou trabalhasse.

O que é preciso na Baixa -- como de resto no resto de Lisboa e no resto do país -- é limpeza e qualidade.

Limpar ruas e paredes, pintá-las, ter espaço para carros e pessoas, ter transportes públicos decentes, ter segurança nas ruas, e ter lojas limpas, com boa apresentação, produtos de qualidade, atendimento profissional.

Fim às lojas sujas, mal-cheirosas, mal amanhadas, com tudo amontoado, empregados antipáticos e ignorantes e que muitas vezes nem falam português e muito raramente inglês, fim aos preçários feitos à mão em papel de rascunho com canetas de feltro, colocados na rua mesmo para se tropeçar ou ser atropelado ao usar a estrada, fim às montras de mau gosto, à falta de ar condicionado, aos produtos de plástico ranhoso ou que não interessam para nada, às lojas sem multibanco ou que não aceitam cheques, ou que têm sempre tudo esgotado, ou que fecham aos fins de semana ou nas férias, ou à tarde, ou ao almoço, fim às lojas que não fazem embrulhos de presente ou os fazem mal, e aos empregados que nos atendem como se fosse uma deferência ou favor da parte deles...

Parece que só se consegue algo de jeito indo à Carolina Herrera, à Zegna ou à Vuitton na Avenida da Liberdade [e mesmo assim...].

É isto que é preciso mudar, e isto abrange tanto lojas chinesas, como portuguesas, como indianas. Todas. Em Lisboa e fora dela. E nem vamos falar de cafés, bares ou restaurantes... para não perder a sede ou o apetite.

Não pode ser.

Se conseguirmos isto, podemos considerar-nos civilizados. Para já, vou aos saldos de Londres. É que nem sai mais caro...

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