03 novembro 2007

Curioso Presidente da AR.



E 'dinossauro' político português...

De facto podiam evacuar a sala.

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Tão democratas que nõs éramos...

Li hoje um 'statement' da presidência portuguesa do Conselho Europeu sobre uma maifestação sobre os direitos sociais na Bielorússia:

EU Presidency Statement on the Belarus Social March

The Presidency of the European Union takes note that the Social March scheduled for 4 November 2007 was permitted by the Belarusian authorities.

However, the Presidency remains concerned that the Belarusian authorities have detained one of the organizers of the Social March, along with some youth activists.

The Presidency hopes that this March will be allowed to take place in a climate free of harassment and intimidation, as well as in accordance with Belarusian international obligations, and calls upon the Belarusian authorities to refrain from the use of force in the course of the demonstration.

This would show evidence of a more constructive approach by the Belarusian authorities, which would be evaluated favourably by the EU.

Estou certo que José Sócrates e o 'seu' PS saberão dar o exemplo, no caso português...

... embora haja algum cepticismo:















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16 outubro 2007

A histeria dos 3%



A crítica da equipa Gato Fedorento não é novidade: o histerismo em torno dos 3% e aquilo que tem parecido a quase redução da política económica europeia a isso é já conhecida, e por arrasto [ou arrastão, remember?] a política orçamental do PS e do PSD.

O inovador foi o sketch do Gato Fedorento sobre os efeitos dos 3%. E as razões para [não] o festejar, pois não é propriamente um mal maior, nem dele parecem advir quaisquer vantagens. até porque já se percebeu que um défice de 3% não é propriamente razoável para todos os países europeus [que têm economias e vidas diferentes] e sobretudo não o é para todos ao mesmo tempo. E se França não o conseguiu e obteve uma moratória, porque não fez Portugal o mesmo? Porque o Governo achou, como habitual, que temos de dar o exemplo [a estupidez não mata, mas a teimosia sim] e para variar andamos a vender-nos [oferecer-nos] ao estrangeiro que, sem o fazer, nem sequer repara nisso. Mas os políticos portugueses que têm passado pelo Governo assim o fazem: o que 'é estrangeiro é bom e assim deve ser'. Este rebaixamento além de imoral é desnecessário e sobretudo errado. Porque como se percebeu não leva a lado nenhum.

Tal como os recentes políticos dos EUA usam a desculpa do terrorismo para as políticas mais doidas, o PSD e o PS, desde o 'discurso da tanga', usa a desculpa do défice, assente basicamente no facto de termos de cumprir uns 3% que a Comissão Europeia manda.

Portugal tem de deixar de ser o 'amigo que diz sempre sim', o parvo do grupo, para ser ou um líder ou [mais realista e desejável] o membro que está no grupo conquanto este lhe seja favorável e vantajoso. Senão ou muda de grupo ou passa a governar-se de modo independente. Os ingleses [e mais recentemente os polacos] têm sido assim -- os ingleses nem à moeda única aderiram -- e portanto o precedente já existe.

Além da famosa liberdade de circulação na UE e de uma moeda que nos evita câmbios, e [em desejo] mais forte que o escudo, a vantagem maior que se tirou da UE foram os fundos estruturais. Mas até isso falhou: com a conhecida corrupção deste sul da Europa, muitos dos fundos foram para Ferraris do Norte e coisas do género. Ou para umas estradas cuja manutenção agora temos de aguentar seja em SCUT ou em portagens estupidamente caras e de 5 em 5 minutos. Com o alargamento, os fundos acabaram... porque supostamente há Estados 'ainda mais pobres que nós'. Perguntamo-nos agora que vantagens há que compensem esta histeria dos 3%. o que recebemos em compensação do sacrifício dos 3% e dos 'danos colaterais' como o desemprego [e quer o Governo mais natalidade...], subidas de impostos, redução do investimento público, privatização de empresas lucrativas, mentiras como a promessa eleitoral de um referendo europeu, etc. etc..

Há quase 10 anos que andamos a apertar o cinto. Os portugueses estão a demorar a perceber esta fraude do défice, mas acabarão por fazê-lo. E não gostaria de estar na pele do PS nem do PSD [e sobretudo não na pele dos portugueses que acordam] nessa altura.

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