19 outubro 2007

Escutas do processo Portucale...

...publicadas aqui pelo SOL.



'O SOL publica as escutas do caso Portucale, que revelam como Sócrates propôs a demissão do PGR'

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15 março 2006

PR sai, escutas ficam.


O Governo grego anda grego para saber da veracidade de um relatório publicado por um jornal ['soa' familiar?] local, o Ta Nea, segundo o qual os telefones do Primeiro Ministro Costas Karamanlis, vários membros do seu gabinete e Governo e responsáveis pela segurança nacional [cerca de 100 personalidades] foram escutados através da instalação ilegal de software na Vodafone Grécia, durante todo o ano das olimpíadas de Atenas. Todas as ligações eram reencaminhadas para 14 telefones sombra ligados a um sistema de gravação. O cúmulo está nas alegadas ligações do governo americano a estas mesmas escutas.

Tirando a parte filme americano, 'soa' familiar, não 'soa'?

Mas desta vez parece que ninguém ouve.

Esperamos, ainda, pelas 'rapidíssimas' investigações solicitadas pelo PR português ao PGR português que, apesar de solicitadas com urgência e determinação, parece que não serão fornecidas antes do fim do mandato do requerente.

E assim acontece. Estão a gravar?

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14 janeiro 2006

À escuta


percebe-se que não estamos a falar de escutas, mas de 'meros' registos de chamadas, meros extractos detalhados quanto à originação e terminação de chamadas vocais, com indicação das horas de início e de fim de chamadas e sua duração.

A ser isto não há escutas.

É evidente que se colocam questões relacionadas com o segredo de Estado e/ou privacidade, conquanto estejamos a falar ou de linhas e conversas entre titulares de órgãos de soberania ou de linhas e conversas pertencentes a particulares, ainda que sendo estes titulares de órgãos de soberania.

In any case, a habitual histeria popular e mediática em torno de questões como esta -- que é muito grave -- em nada ajuda à resolução do problema.

Desde logo, importa saber de forma clara e decisiva qual a fonte do jornal 24 Horas, que terá dado o mote à polémica.

Em segundo lugar, responsabilizar os responsáveis pela fuga de informação.

E em terceiro e provavelmente último lugar, apurar se além da fuga de informação, estamos perante informação que, ela própria, pela sua natureza, era detida e/ou processada legalmente [e aqui não nos referimos naturalmente ao operador de telecomunicações, mas à entidade ou entidades que acederam à informação e a transmitiram ao jornal ou relativamente às quais o jornal obteve informação, até porque em declarações a um canal de televisão, um responsável do mesmo jornal disse, em jeito de graça [na óptica do próprio, dada a forma como o disse], que não tinha sido o jornal a roubar os dados à PT.

É certo. Aquilo veio de algum lado, e isso é que importa.

Se o Procurador se demite ou não... isso é o menos.

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